Prefeitura aumenta fiscalização ao mercado informal em espaço público

Enquanto lojistas e pedestres aprovam ação de retirada de vendedores das calçadas, ambulantes cobram espaço para trabalhar
Apesar da fiscalização, é comum encontrar ambulantes na área central de Boa Vista (Foto: Diane Sampaio)

A Prefeitura de Boa Vista informou que a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), responsável pela organização do espaço urbano, com base no Código de Posturas do Município, tem atuado para coibir as ocupações irregulares e exploração comercial nos passeios públicos, a fim de preservar as calçadas livres para trânsito de pedestres.
Conforme frisou, em razão da crise econômica, tem percebido um aumento significativo de pessoas, inclusive venezuelanos, que buscam na atividade informal alternativa para garantia de seu sustento. “Atenta aos sintomas dessa crise, a Emhur tem concedido a carteira de ambulante aos profissionais que cumprem o que dispõe a legislação municipal e comercializam seus produtos circulando pela cidade sem ocupar as calçadas e inviabilizar o trânsito de pedestre”, frisou.
A Prefeitura afirmou também que tem adotado políticas públicas de inclusão que autorizam o incentivo da iniciativa econômica por meio da cessão do direito de uso de espaço público, se considerada a vulnerabilidade do requerente, contudo, o de número de interessados foge à capacidade de espaços públicos administrados pelo município.
Na semana passada, alguns ambulantes foram retirados de calçadas e outros espaços públicos no Centro. Embora a ação tenha recebido críticas por parte de alguns, a retirada de camelôs das calçadas das principais avenidas agrada lojistas e pedestres. Os empresários alegam que, com as calçadas livres, as fachadas das lojas estão mais visíveis e o cliente tem espaço para transitar.
A aposentada Edite Lasmar, de 66 anos, comentou que as calçadas livres contribuem para uma cidade limpa e dificultam a ação de bandidos. "No meio da multidão, ninguém sabe quem é do bem ou do mal. O espaço limpo é melhor certamente", comentou. A mesma opinião tem o autônomo Cesário Lopes, de 44 anos. “A rua é para uso dos pedestres e não deve ter tumulto", frisou.
Porém, os vendedores ambulantes cobram atenção e dizem que a categoria também deve ser lembrada como um grupo que contribui para a melhoria da cidade. "Nós também estamos preocupados com a economia e desenvolvimento da nossa Capital, por isso gostaríamos de ter espaço para trabalhar”, afirmou o camelô Carlos Gomes.






Por Folha Web
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