Polícia identifica os dois indivíduos que mataram idoso com sete facadas

Indivíduos, que confessaram o crime, haviam se livrado das roupas usadas no dia do assassinato (Foto: Hione Nunes)
 
A Delegacia-Geral de Homicídio (DGH) conseguiu elucidar, na manhã desta segunda-feira, 30, o caso de latrocínio que ocorreu na quinta-feira, 26, por volta das 6h, na Rua Cassiterita, bairro Jóquei Clube, zona oeste de Boa Vista, cuja vítima foi o aposentado Valdemar José Sales, de 73 anos, morto em sua residência com sete facadas na região do pescoço e do peito. O crime foi praticado por dois indivíduos que confessaram que mataram a vítima para roubar. 
Em coletiva de imprensa realizada na tarde de ontem, o titular da DGH, delegado Cristiano Camapum, explicou que, a princípio, o caso foi registrado como homicídio. “No mesmo dia, a DGH participou das diligências, mas como estava fora do expediente e foi feita uma detenção pela Polícia Militar, o suspeito foi apresentado ao 2º Distrito pelo suposto envolvimento no crime. Os elementos apontavam que ele aparentemente era apenas uma testemunha”.
Durante o primeiro depoimento que deu à polícia, o detido disse que quem matou foi o comparsa e que o autor das facadas havia descartado as roupas dos dois, usadas no dia do crime. “A equipe tentou a prisão em flagrante do autor do crime no mesmo dia, mas não conseguimos localizá-lo. Ele fugiu para a casa de amigos. Ele se apresentou hoje [dia 30] com uma advogada. Quando chegou, demos início à oitiva e ele negava tudo, dizia que não foi ele, mas, diante de todas as provas no interrogatório, eu falei que não tinha como negar e ele acabou confessando e colocando a culpa no comparsa”, acrescentou Camapum.
Diante do desencontro de informações, o delegado pediu que o outro suspeito fosse localizado para fazer uma acareação. “Nesse intervalo, nós insistimos e ele realmente confessou o crime, esclareceu que foi o autor das facadas. Ele deu aproximadamente sete facadas na vítima. Eles combinaram de fazer o assalto na casa do idoso que era conhecido de um deles. Então eles sabiam que se tratava de uma pessoa vulnerável, que morava sozinha, sempre tinha dinheiro. Armados com uma faca chegaram à residência. Enquanto um deles rendia a vítima, o outro revirou a casa inteira em busca de dinheiro. Nós acreditamos que foram levados o aparelho celular, dinheiro e uma botija de gás. A quantia em dinheiro eles não souberam especificar. A gente vai ouvir familiares para dizer quanto dinheiro eles tinham em casa”, disse a autoridade policial.
O autor do crime disse que o motivo de ter desferido as facadas foi o fato de a vítima reagir, tentando pegar um terçado. Na versão do elemento, a vítima ainda acertou uma terçadada em sua canela, quando o terçado teria caído e o criminoso partiu para cima da vítima e desferiu os golpes de faca.
“Eles arrastaram o corpo da varanda para o interior do imóvel, pegaram a botija de gás e foram embora. Em seguida, cada um foi para sua casa, tomou banho, trocou de roupa e depois um deles passou na casa do outro com o intuito de descartar as roupas que usaram no latrocínio. As roupas sujas de sangue foram colocadas dentro de uma sacola e descartadas num terreno baldio”, frisou o delegado.
No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, um dos criminosos foi preso pela Polícia Militar e chegou a levar a guarnição ao local onde as roupas foram jogadas, quando ele aproveitou a oportunidade para culpar o comparsa como o sujeito que lançou as roupas fora.
A DGH observou que a única divergência entre os dois elementos é que eles não concordam quando falam sobre quem tomou a iniciativa para praticar o crime. “Um fica lançado a responsabilidade sobre o outro. Na verdade, os dois combinaram fazer o assalto. Um passou as informações e o outro acompanhou para executar”, salientou Camapum.
A dupla vai responder por latrocínio em liberdade, um deles pela apresentação espontânea acompanhado por uma advogada. “Esse é um benefício da lei, enquanto o outro, descobrimos que teve participação no crime somente quando confrontado com o comparsa, sendo coautor, por isso não pedimos sua prisão. As investigações seguem. Vamos ouvir algumas testemunhas o mais rápido possível e no meu relatório vou pedir as prisões preventivas deles”, destacou.
O CASO – Por volta das 12h do dia 26, o corpo do aposentado Valdemar José de Sales, foi encontrado pela neta com marcas de perfurações provocadas por arma branca, dentro de sua residência. De acordo com a família, o idoso morava sozinho, mas tinha a assistência dos parentes que levavam o almoço e o jantar para ele diariamente. (J.B) 







Por João Barros
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