Giro prende homicida foragido do Pará

João Guilherme da Silva Pantoja foi preso portando cocaína (Foto: Divulgação)

Na noite deste domingo, 29, uma guarnição do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro) da Polícia Militar prendeu o foragido da Justiça do Estado do Pará, João Guilherme da Silva Pantoja, de 29 anos. Juntamente com ele estava um comparsa que também foi preso por estar pilotando a motocicleta sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Eles estavam em posse de um pacote contendo cocaína na Avenida Nossa Senhora de Nazaré, bairro Tancredo Neves, zona oeste. 
Os policiais conseguiram confirmar que havia contra João Guilherme um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de homicídio qualificado. Para efetuar a prisão, os policiais contaram com o apoio de uma viatura do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM.
A abordagem aconteceu depois que a guarnição do Giro avistou os suspeitos transitando pela avenida. Por meio do moto-patrulhamento aproximaram-se e perceberam que a motocicleta Titan, de cor prata, estava com a documentação atrasada. Durante a revista policial foi encontrado em posse do foragido um invólucro contendo cocaína. Quando perguntado seu nome, o fugitivo se apresentou como Guilherme Ferreira Silva.
A equipe suspeitou que o indivíduo estaria dando informações falsas e, ao realizar a consulta junto à Divisão de Inteligência e Captura (Dicap) da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), notou que a identidade era de um garoto de 14 anos. Diante da renúncia em dar as verdadeiras informações, a dupla foi conduzida à Central de Flagrantes do 5º Distrito Policial. A motocicleta foi apreendida e levada para a delegacia.
Quando chegaram ao Distrito Policial, uma nova consulta foi feita, quando o indivíduo foi identificado pela verdadeira identidade. A PM também teve acesso aos dados do homicida. O piloto da motocicleta não era habilitado e o veículo estava em situação irregular, por isso foi recolhido ao Pátio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Em depoimento ao delegado, o acusado confessou que estava em posse da droga e alegou que é usuário de entorpecentes, mas que não tinha ciência do mandado de prisão, apesar de saber do processo de homicídio que corria na Justiça contra ele. O indivíduo disse que não tem qualquer parente em Roraima.
Após o exame de corpo de delito, o acusado foi encaminhado à Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), na zona rural, onde ficará à disposição da Justiça. Já o comparsa assinou o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado.
O CRIME – Conforme as informações da Polícia Civil do Estado do Pará, João Guilherme matou a tiros o moto-taxista Marcos Vinícius dos Santos Silva, de 38 anos, crime praticado supostamente por engano. A vítima trafegava pelo bairro Jibóia Branca, em Ananindeua, região metropolitana de Belém. O crime ocorreu nos primeiros instantes da madrugada do dia 13 de maio de 2013.
João Guilherme da Silva Pantoja, que tinha 24 anos, confundiu a motocicleta onde estava Marcos Silva com outra, da mesma marca e cor, de um homem que vinha fazendo ameaças a ele. O crime pode ter sido motivado por ciúmes. O corpo da vítima ficou na frente da casa de João Pantoja.
O moto-taxista estava de serviço, levando um passageiro até a rua onde João Guilherme morava. A vítima usava capacete e não vestia nenhum colete que o identificasse como moto-taxista e, coincidentemente, tinha o mesmo tipo físico do desafeto do autor do homicídio. Ao chegar a motocicleta, o acusado pensou se tratar do desafeto que teria retornado para cumprir a promessa de morte e imediatamente atirou. (J.B)





Por João Barros
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