Exército realiza operação na região de fronteira com a Guiana

Finalidade da patrulha é combater os ilícitos transfronteiriços ao longo da linha de fronteira entre o Brasil e a Guiana
Comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general Dutra: “Até o momento não houve nenhuma apreensão” (Foto: Nilzete Franco)

A 1ª Brigada de Infantaria de Selva (1ª BdaInfSl), por meio do 1º Pelotão Especial de Fronteira (1º PEF), está realizando uma patrulha fluvial no Rio Tacutu, com a finalidade de combater os ilícitos transfronteiriços ao longo da linha de fronteira entre o Brasil e a República Cooperativista da Guiana. A patrulha binacional será realizada até amanhã, 21, em conjunto com integrantes da Guyana Defense Force (Força de Defesa da Guiana, em tradução livre) e do Departamento de Polícia de Lethem.
Mais de dez militares brasileiros, cinco da GDF e um policial do Departamento de Polícia de Lethem participam do patrulhamento. Conforme o comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general Gustavo Henrique Dutra, ao longo dos 31 quilômetros navegados no rio, foram feitas diversas abordagens. “As abordagens foram realizadas em mais de 10 embarcações, mas felizmente não houve nenhuma apreensão”, disse.
Ainda conforme o general Dutra, o objetivo da patrulha é combater os ilícitos transfronteiriços. “Nós sabemos que naquela fronteira com a Guiana tem o descaminho do alho e tem contrabando de droga. Além disso, é comum que motocicletas roubadas aqui em Boa Vista sejam trocadas por maconha na região de Lethem”, acrescentou.
Segundo o general, o Exército Brasileiro realiza operações nas fronteiras o ano todo, divididas em níveis denominados de ‘Ágata 1, 2 e 3’. “A Ágata nível 1 compreende a operação Escudo, que acontece o ano todo. A patrulha binacional realizada no Rio Tacutu está inserida nessa operação”, explicou.
Ainda em entrevista à Folha, o general Dutra explicou que a patrulha, feita em parceria com a GDF, se inicia por meio de reuniões bilaterais realizadas anualmente no Brasil ou na Guiana. “Para reforçar e dar uma guia de orientação nesse contato existem as reuniões bilaterais, onde acertamos diversos entendimentos bilaterais. Um deles é a realização de patrulha ao longo do leito do Rio Tacutu para o combate ao ilícito transfronteiriço nessa região”, ressaltou.
“Paralelamente a isso, nós sabemos que Roraima é o estado que tem a terceira maior linha de fronteira no Brasil. São mil quilômetros de fronteira com a Venezuela e mil quilômetros com a Guiana. Isso faz com que demos muita atenção no que chamamos de diplomacia militar para a realização dessas operações”, concluiu. (E.M)




Por Folha Web
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