Ex-PM acusado de triplo homicídio não vai comparecer no próprio julgamento

Mesmo sem a presença de Quadros, o julgamento do réu foi confirmado pelo Tribunal de Justiça de Roraima
Felipe Quadros afirmou à Defensoria Pública do Estado não ter interesse em comparecer à sessão plenária do Tribunal do Júri (Fotos: Arquivo)

O ex-policial militar Felipe Quadros, acusado de triplo homicídio e tentativa de homicídio por um caso ocorrido em 2015 em Boa Vista, emitiu declaração informando que não comparecerá ao próprio julgamento previsto para ser realizado no próximo dia 19 deste mês. No momento, o denunciado está recolhido na Cadeia Pública de Boa Vista.
Conforme o documento emitido pela DPE-RR (Defensoria Pública do Estado de Roraima), Quadros declarou nesta sexta-feira, dia 6, na presença dos defensores José Roceliton Vito Joca e Frederico César Leão Encarnação, que “não tem interesse em comparecer à sessão plenária do Tribunal do Júri, designada para o julgamento dele, nos autos da ação penal para o dia 19 de outubro de 2017”, com fundamento no Direito ao Silêncio, norma constitucional que permite ao réu não participar na acusação estatal contra si mesmo.
Mesmo sem a presença de Quadros, o julgamento do réu foi confirmado pelo TJRR (Tribunal de Justiça de Roraima), com previsão para ocorrer no auditório da 1ª Vara do Júri, no Fórum Criminal de Boa Vista, no bairro Caranã.
DENÚNCIA - O acusado foi denunciado pelo MPRR (Ministério Público do Estado de Roraima) em dezembro de 2015, pouco mais de um mês após o acontecimento dos crimes. Segundo o processo, Quadros assassinou a tiros três pessoas no dia 9 de novembro, além de ter tentado matar uma quarta vítima.
Consta na denúncia, protocolada pela Promotoria de Justiça com atuação junto ao Tribunal do Júri, que os crimes foram premeditados, mediante emboscada e por motivo fútil. Parte da ação do ex-policial foi gravada por câmeras de segurança da residência de duas das vítimas do triplo homicídio.
O CASO – Na manhã do dia 9 de novembro de 2015, Eliézio Oliveira e Jannyele Filgueira, pai e filha, foram mortos a tiros em frente à residência da família no bairro Pricumã, zona Oeste da Capital.
Conforme o registro das câmeras de segurança que gravaram a ação, Felipe Quadros primeiro utilizou do próprio veículo para atingir o carro de Jannyele, que saia de casa para trabalhar. Em seguida, Quadros usou pistola e colete à prova de balas pertencentes à Polícia Militar para executar as vítimas.
Após a execução das duas primeiras vítimas, o ex-policial militar seguiu até a frente da residência de Ernane Rodrigues, no bairro Caimbé, também na zona Oeste. O empresário também morreu vítima de disparo. Quadros teria então atirado no vizinho do empresário, que ficou ferido quando tentou intervir na execução da vítima.
A informação é de que Quadros não aceitava o fim do relacionamento com uma ex-namorada, que mantinha relação de amizade com as vítimas, com exceção de Ernane, com quem supostamente teria dívidas relativas a aluguel de veículos. (P.C.)







Por Paola Carvalho
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