Presidente da Funai retomará negociação com Waimiri-atroari

Objetivo da visita é conseguir entendimento com indígenas Waimiri-atroari para que as obras possam ter continuidade e a resolução da questão energética de Roraima ocorra
Franklimberg Ribeiro visa tratar também, durante essa viagem, da criação de uma reserva extrativista na Região do Baixo Rio Branco (Foto: Arquivo/ Folha)

Na próxima semana, dia 26, o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), general Franklimberg Ribeiro, realiza visita aos indígenas da etnia Waimiri-atroari para tratar sobre a retomada da construção do Linhão de Tucuruí na BR-174. A conclusão das obras é esperada pela população roraimense tendo em vista que, com a finalização, o Estado poderá finalmente ser integrado ao sistema nacional de energia elétrica.
Segundo o deputado Coronel Chagas (PRTB), presidente do Parlamento Amazônico, o presidente chegará à entrada da reserva indígena saindo de viagem por Manaus, no Amazonas, mas não passará em Boa Vista, apesar de os assuntos abordados durante a visita ser de extrema importância para o Estado.
“Um dos pontos que mais preocupa o cidadão roraimense é a questão energética, porque o abastecimento que temos hoje em dia vem da Venezuela e é caro, inseguro e causa prejuízos e desconfortos a todos nós”, analisou.
Segundo Chagas, o presidente da Funai, nessa reunião, vai buscar o aval, o consentimento dos indígenas para que o Linhão seja construído dentro da reserva. “Essa é uma demanda antiga junto à Funai, ao Ministério da Justiça e Ministério de Minas e Energia, para que as obras do Linhão de Tucuruí, hoje paralisadas porque não houve consentimento daquela comunidade indígena, possam continuar.”, explicou.
RESERVA EXTRATIVISTA – Outra ação que também será abordada durante a vinda do presidente da Funai trata da criação de uma reserva extrativista na Região do Baixo Rio Branco.
“Lá existe uma grande reserva indígena extrativista de castanha-do-pará. Quem utilizava comercialmente eram ao menos cinco comunidades ribeirinhas próximas. Mas, em 2007, assim como tem uma corrente na BR-174, a comunidade indígena colocou uma corrente no Rio Jauaperi impedindo a passagem de canoas, voadeiras e demais embarcações rio acima para chegar ao local”, esclareceu Chagas.
Desde então, movimentos foram criados para tentar reverter a situação, inclusive com entrada de ação judicial, porém, nada foi concluído até o momento. “Mas agora foi sensibilizada as autoridades federais e há um movimento dentro do ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade] para a criação dessa reserva extrativista, com o consentimento da comunidade indígena Waimiri-atroari”, esclareceu.
Por fim, o deputado acrescentou que, no dia seguinte à visita, na terça-feira, dia 26, será realizada uma reunião do Parlamento Amazônico que contará com a presença do presidente. “Lá, nós esperamos receber boas notícias relacionadas a esses assuntos que são de grande importância para Roraima”, informou.






Por Paola Carvalho
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