Polícia investiga 'arrastão de pneus' de carros estacionados no aeroporto de Guarulhos

Cinco veículos foram furtados desde a última semana nos terminais de Guarulhos.
Veículo teve as rodas e pneus furtados em estacionamento do aeroporto de Cumbica (Foto: Reprodução Redes Sociais)

A Polícia Civil está investigando uma onda de furtos de rodas e pneus de veículos no estacionamento do aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Quando os motoristas voltam para buscar seus veículos são surpreendidos com a audácia dos criminosos e não conseguem sair do lugar.
Desde a semana passada, cinco veículos foram furtados utilizando a mesma técnica: o carro é erguido com o macado e as quatro rodas são levadas. Os bandidos apoiaram alguns carros sem as rodas em blocos de tijolos.
Quatro carros estavam no estacionamento econômico, perto do Terminal de Cargas, que é mais afastado. E um dos carros estava parado no estacionamento do Terminal 1.
“Estamos investigando, eles tiram as rodas e deixam os carros em cima dos blocos de concreto”, contou o delegado Luiz Guerra, do Deatur (Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista) do aeroporto de Cumbica.
De acordo com o delegado, os grupos costumam agir durante a madrugada para evitar serem flagrados. Como as rodas dos veículos não possuem numeração, fica mais difícil identificá-las no mercado paralelo quando repassada para locais de revenda.
Em nota, a Estapar informou que os clientes vítimas de furto estão sendo ressarcidos. “A Estapar preza pela segurança do patrimônio de seus clientes e, no caso do Aeroporto Internacional de Guarulhos, conta com uma empresa terceirizada especializada em segurança patrimonial. Sobre o ocorrido, a Estapar esclarece que todos os clientes foram devidamente atendidos e está atuando junto à segurança aeroportuária e às autoridades competentes para que cessem esse tipo de ocorrência”.
No mês passado, dois homens foram presos após o furto de estepes de caminhonetes de luxo e SUV (utilitários esportivos) no estacionamento do aeroporto de Cumbica. A polícia investiga se os criminosos fazem parte da mesma quadrilha.
O número de furtos no Aeroporto de Guarulhos, o maior terminal aeroviário do país, cresceu 5,5% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2016. Enquanto nos seis primeiros meses de 2016 foram registrados 488 casos, em 2017 a quantidade de ocorrências entre janeiro e junho subiu para 515.
Imagem de carro após furto de rodas e pneus em Cumbica (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Prisões

Os dois homens presos em agosto foram indiciados por furto qualificado e vão responder por 28 casos semelhantes ocorridos no aeroporto. De acordo com a investigação, eles focavam em carros de luxo, cujos preços dos estepes variam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil. Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados, mas, segundo a polícia, ambos têm antecedentes criminais.
Em um dos vídeos usados na investigação é possível ver que os ladrões escolhem uma caminhonete de luxo como alvo. Eles param ao lado do carro e analisam se há alguém por perto. Um dos criminosos chega a se abaixar perto do veículo, mas o comparsa percebe algo errado e a “missão” é abortada.
Em outra gravação obtida pela polícia, no entanto, a estratégia dá certo. As imagens mostram um dos ladrões deitando no chão e usando uma ferramenta para liberar a trava que sustenta o estepe. Depois de retirar o pneu, ele ainda usa um pano para limpar o chão e não levantar suspeitas.
O furto foi bem-sucedido, mas o que os criminosos não imaginavam era que a Polícia Civil acompanhava toda a ação e havia posicionado agentes à paisana na saída do terminal para fazer o flagrante. A dupla ainda tentou fugir ao se dar conta da operação, mas foi perseguida e presa.
Os investigadores apuram, agora, se funcionários que atuam na segurança do aeroporto estavam envolvidos nos crimes.
“Um desses funcionários teve uma atitude muito suspeita. Ele ficava o tempo todo com as câmeras voltadas para os criminosos. Ele acompanhou três furtos, não acionou o pessoal da segurança e, quando a gente chega, os bandidos são avisados por alguém. Ao que tudo indica, por esse funcionário”, afirmou o delegado Luiz Alberto Guerra. 




Por Tatiana Santiago, G1 SP, São Paulo
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