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Governadora discute situação dos venezuelanos com Governo Federal

Suely Campos ofereceu o antigo prédio da Segad para ser utilizado como abrigo e pediu a instalação de um posto de vacinação na fronteira
Governadora Suely Campos sugeriu a instalação de abrigos temporários com apoio do Governo Federal (Foto: Marcelo Rodrigues)

O alto fluxo migratório de pessoas vindas da Venezuela para o Brasil esteve em discussão no gabinete da governadora Suely Campos (PP), no fim da manhã dessa quarta-feira, 20, com representantes de diversos ministérios do Governo Federal e de agências da Organização das Nações Unidas (ONU). Os impactos na área da saúde e o abrigo para os venezuelanos que chegam a Roraima em condições precárias foram os principais pontos da pauta de discussões.
Suely Campos ofereceu o antigo prédio da Secretaria Estadual de Gestão Estratégica e Administração (Segad), localizado no bairro São Francisco, zona norte, para ser utilizado como abrigo. “É um local amplo e que podemos disponibilizar para que, com a ajuda do Governo Federal, possa ter sua estrutura física adequada para ampliar o atendimento aqueles que chegam em situação de total vulnerabilidade”, disse.
Ela acrescentou que o apoio solicitado foi no sentido de revitalizar o prédio para que possa ser utilizado como abrigo. “Com isso poderemos abrigar os indígenas separados dos não-indígenas, visto que a forma de vivência deles é totalmente diferente, e isso facilitaria o convívio aqui em Roraima enquanto eles ainda estão em situação vulnerável”, disse.
Participaram da reunião representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos Ministérios da Saúde, da Educação, dos Direitos Humanos, do Desenvolvimento Social e Agrário e da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Além disso, a ONU participou com representantes da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), da OIM (Organização Internacional para as Migrações) e do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas). “Esse trabalho conjunto é fundamental para minimizar os impactos causados por essa onda migratória. É preciso uma atuação de todas as esferas, federal, estadual e municipal”, observou Pablo Matos, coordenador do Escritório da Acnur em Boa Vista.
IMPACTOS – A área da saúde é a principal impactada com a migração de venezuelanos para o Brasil. Além dela, as pessoas vivendo em situação vulnerável nas ruas da Capital Boa Vista são motivo de preocupação das autoridades. “É grande o número de famílias vivendo nas praças e em outros locais da cidade, como na área externa da Rodoviária Internacional de Boa Vista. A coordenação do CRI [Centro de Referência do Imigrante] já levou essas pessoas para o abrigo, mas muitas retornaram. É preciso uma ação das autoridades municipais nesse sentido, para tirar essas pessoas das ruas, pois o Centro de Referência é um local onde elas não são obrigadas a ir”, disse o coronel Doriedson Ribeiro, comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima.
O número de atendimentos nas unidades hospitalares também aumentou bastante nos últimos anos, o que acaba gerando uma superlotação em alguns locais. “Na maternidade, por exemplo, eram realizados cerca de 30 partos por dia. Esse número chega agora a 110 partos diários. Foi um aumento repentino e que a estrutura não estava preparada para isso. Da mesma forma houve um aumento de 2.000% no atendimento nos hospitais. Vamos inaugurar novas unidades, como o Hospital das Clínicas, mas precisamos de apoio para minimizar esses impactos”, comentou Suely Campos.
VACINAÇÃO – Uma das primeiras ações propostas pelo Governo do Estado quando teve início essa onda migratória foi a instalação de um posto de vacinação na fronteira. “Na Venezuela estão circulando doenças como difteria e sarampo, que já foram praticamente erradicadas do Brasil. Por isso precisamos manter um controle como forma de proteger não só os brasileiros, mas também os próprios venezuelanos e os indígenas, que são mais frágeis em relação a essas doenças”, disse Daniela Souza, coordenadora da Vigilância em Saúde de Roraima.
O Posto de Vacinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), existente na fronteira entre Brasil e Venezuela, está desativado há bastante tempo. O local é ideal para a instalação de um ponto de vacinação. “O Estado já disponibilizou as equipes que devem atuar no local, mas o Ministério da Saúde não dispõe de vacinas extras para serem utilizadas no local. Com reuniões como essas, pretendemos sensibilizar os órgãos federais para que possamos minimizar os impactos dessa imigração”, finalizou a governadora Suely Campos.





Por Folha Web
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