Escola infantil assaltada durante as aulas vive rotina de violência em SP: 'tem toque de recolher' | Portal RR Music

Escola infantil assaltada durante as aulas vive rotina de violência em SP: 'tem toque de recolher'

Dupla fingiu interesse por matrículas para render funcionários em Ribeirão Preto enquanto crianças estavam nos corredores. Sindicato pede vigilância integral.
Escola infantil em Ribeirão Preto tem concertinas e câmera no muro; proteção não é suficiente contra ladrões (Foto: Reprodução/EPTV)

Invasões durante ou depois do expediente e até toque de recolher de traficantes são alguns dos episódios que fazem parte da rotina dos professores e alunos da Escola Municipal Professor Miguel Mussi, na zona norte de Ribeirão Preto (SP).
O assalto da última terça-feira (19), quando dois criminosos armados fingiram interesse em matrículas para entrar e render funcionários, não se importando com as crianças que ainda estavam na unidade, foi mais uma das ocorrências extremas vividas pelos docentes do Jardim Silvio Passalacqua.
Difícil, segundo eles, é trabalhar e ao mesmo tempo demonstrar segurança para os menores quando eles próprios estão sob perigo.

"Tem toque de recolher e é preciso parar a escola. A gente tenta não demonstrar medo, porque eles têm de 3 a 5 anos, são bem pequenos e apesar de muitos estarem familiarizados com esse tipo de violência, a gente tenta não falar e inventa outra coisa para preservá-los", relata a professora Carolina Rodrigues.
Para o Sindicato dos Professores Municipais, a única solução é garantir uma vigilância permanente à unidade.
A Guarda Civil Municipal informou que a escola tem porteiro e arames nos muros, mas que vai orientar os funcionários a evitar novos assaltos, além de garantir uma viatura para aumentar a segurança no bairro.
A Polícia Militar comunicou que, além do patrulhamento nas escolas estaduais, presta apoio à GCM nas unidades da rede municipal.
Em aviso, direção de escola em Ribeirão Preto pede atenção redobrada para abertura do portão (Foto: Reprodução/EPTV)

Insegurança de rotina

Os muros da escola infantil do Jardim Silvio Passalacqua têm cerca e câmera de segurança. Na entrada, um aviso deixa evidente o clima de insegurança constante: "Para segurança dos alunos, favor fechar o portão ao entrar e sair. Favor verificar se o mesmo está realmente fechado."
Mas a redundância nos cuidados parece não surtir efeito diante dos criminosos. Não bastassem os furtos de fim de semana, que acabaram tornando-se comuns, os docentes e funcionários relatam casos que arriscam a integridade de quem trabalha e estuda ali.
"Uma vez um homem que estava fugindo da polícia pulou dentro da escola. O helicóptero fez o cerco, a polícia mandou a gente pra dentro das salas e correu-se o risco dos fugitivos usarem as crianças como reféns", afirma Carolina.
Isso quando, segundo os professores, eles não são obrigados a dispensar os estudantes mais cedo por ordem de traficantes, como aconteceu no ano passado.
"Nós já tivemos um caso de ter que ligar para os pais no meio da tarde, porque houve um toque de recolher. Aí os pais que estavam em casa vieram buscar seus filhos e nós tivemos que ficar até o final do período com aqueles [cujos pais] que não podiam estar aqui na escola", diz a professora Marcela Lima.
Ocorrências como essas e da última terça-feira moldam o comportamento de todos, dos cuidados para se abrir o portão para os pais dos alunos à caminhada até o ponto de ônibus para ir embora.
"Os pais já sabem disso e os professores também, tanto é que nós não andamos sozinhos", relata a professora
Para o presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Ribeirão Preto, Cristiano Floriano, o único modo de garantir com que os funcionários trabalhem em segurança é estabelecer uma vigilância permanente da Guarda Municipal.
Ele disse que encaminhará um ofício para a Secretaria de Educação após tratar do assunto com professores nesta quinta-feira (21). "Isso acontecia até 2012 e os casos de violência na escola eram muito menores do que têm sido agora", afirma.
Professoras relatam rotina de violência em escola da rede municipal de Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)

O assalto

Segundo testemunhas, dois jovens chegaram à Escola Municipal Professor Miguel Mussi e fingiram interesse em matrículas. Ao entrarem na unidade, eles renderam parte dos funcionários da área administrativa e passaram a exigir objetos de valor.
De acordo com a professora Caroline Rodrigues, uma das funcionárias da limpeza percebeu a movimentação e conseguiu avisar os professores que estavam nas salas com os alunos, que têm de 3 a 6 anos de idade.
Caroline conta que outra professora conseguiu se esconder no banheiro e chamou a polícia. Ela lembra que os estudantes ficaram agitados e foi necessário tentar manter a calma para que nada acontecesse a eles.
Os suspeitos deixaram a escola levando objetos de valor das vítimas, e ninguém ficou ferido.
Escola Municipal Professor Miguel Mussi, em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução/EPTV)







Por Jornal da EPTV 2ª Edição  
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