Centro de Valorização da Vida disponibiliza telefone para Roraima | Portal RR Music

Centro de Valorização da Vida disponibiliza telefone para Roraima

Em Boa Vista, 35 voluntários treinados atendem pessoas em situação emocional de forte desequilíbrio, passando por dores e dificuldades
Roraima é o segundo estado no ranking nacional com mais mortes por suicídio (Foto: Diane Sampaio)

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), Roraima é o segundo estado no ranking nacional com mais mortes por suicídio, atrás apenas do Rio Grande do Sul. O Brasil está na oitava colocação no ranking internacional. Estima-se que a cada 40 segundos uma pessoa tire a própria vida no país.
Muitos brasileiros enfrentam problemas que, às vezes, parecem sem solução. A angústia, que pode levar a medidas extremas, como o suicídio, pode ser dividida com pessoas que estão dispostas a ouvir e ajudar. É o caso de voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), que começarão a apoiar os roraimenses a partir de agora.
O Estado foi beneficiado com um telefone sem custo de ligação para prevenção ao suicídio. A ligação sem custos para o 188 (antigo 141) foi possível graças a uma parceria entre o Ministério da Saúde (MS) e o Centro de Valorização da Vida, uma entidade sem fins lucrativos que oferece o serviço gratuitamente e de forma sigilosa há 55 anos.
O Centro foi criado na Capital em outubro do ano passado e funciona no prédio do Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), localizado no Centro, com o programa de prevenção ao suicídio ‘Como Vai Você’, que atua com voluntários e atende quase 1 milhão de pessoas por ano.
São cerca de 35 voluntários treinados em Boa Vista para atender àquelas pessoas em situação emocional de forte desequilíbrio, passando por dores, dificuldades ou descobertas, por meio do telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br, em que receberá apoio emocional.
Segundo o porta-voz do CVV, Carlos Correia, o serviço é um trabalho de prevenção ao suicídio feito totalmente por voluntários. “É um trabalho que hoje está presente em 18 estados e temos cerca de 80 unidades físicas, mas com o movimento de mudança com a internet nós estamos passando por um processo de transformação”, disse.
Ele explicou que, para ser voluntário, o interessado precisa ser maior de 18 anos, se inscrever pelo site ou na unidade física. As pessoas que buscam o voluntariado passam por um curso de seleção e capacitação, em que o principal critério é a autoavaliação. “A pessoa tem que avaliar se vai se sentir à vontade para aquilo, porque cada pessoa tem um nível de amadurecimento”, destacou.
O curso tem um momento inicial de quatro encontros. “Nesses encontros mostramos como funciona, o que esperamos de um voluntário e como funciona a questão de ajuda. Na segunda fase marcamos encontros uma vez por semana onde a pessoa se aprofunda mais um pouco e passa por simulações ou eventuais situações que possam ocorrer”, explicou.
Caso o voluntário entre, tem que fazer um plantão uma vez por semana. “Além do serviço de atendimento, nos dedicamos a fazer um serviço de divulgação, treinamento de novos voluntários para expansão do CVV”, contou o porta-voz.
Para ele, o atendimento é fundamental para a prevenção ao suicídio no país. “Muitas pessoas passam por um processo de destruição social ao longo da vida, como uso de drogas, mas em geral há um transtorno mental associado. Como os números são alarmantes e é um caso de saúde pública, estamos tentando conscientizar as pessoas da necessidade de se falar sobre o assunto”, frisou.
CVV - O Centro de Valorização à Vida foi criado em São Paulo, no ano de 1962, e funciona sem fins lucrativos. O CVV é um serviço oferecido por voluntários de apoio emocional a pessoas que precisam conversar por meio de telefone, chat online, e-mail, Skype ou pessoalmente. (L.G.C)






Por Luan Guilherme Correia
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