“Votei seguindo a opinião do povo de Roraima”, diz Carlos Andrade

Parlamentar explicou que conversou com roraimenses antes de tomar decisão
“As pessoas me diziam em poucas palavras: o presidente da República é igual a nós e deve ser investigado”, disse Andrade (Fotos: Diane Sampaio)

Único parlamentar da bancada roraimense a votar contra o arquivamento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), o deputado federal Carlos Andrade (PHS) justificou seu voto em entrevista ao programa Agenda Parlamentar de sábado, na Rádio Folha AM 1020.
“Há umas três semanas, estive em locais de grande concentração do Estado, em feiras públicas e outros pontos, para buscar junto da população a opinião delas, o que elas estavam sentindo. As pessoas me diziam em poucas palavras: o presidente da República, assim como deputado, senador, vereador, são pessoas iguais a nós e devem ser sim investigadas. Então eu entendi o que a população queria e foi isso o que me formatou a dizer sim à investigação. Foi o desejo dessas pessoas”, explicou.
Para o deputado, essa também foi uma forma de representar os seus eleitores. “Eu estou lá naquele parlamento representando a sociedade roraimense, os que me elegeram. O meu voto é uma resposta ao anseio dessas pessoas que acreditaram em mim”, frisou Andrade.
Sobre a possibilidade de sofrer restrições políticas por conta do seu voto contrário, Andrade afirmou que toda ação tem sua consequência, mas que estava ciente da situação. “Segundo o que está sendo divulgado na mídia nacional, eu entendo que eu vou ter uma dificuldade, talvez na aprovação das emendas parlamentares e de recursos, mas eu tenho que dar uma resposta para a população de Roraima. É com eles que eu tenho um compromisso”, informou.
VOTAÇÕES – Na época da votação pela admissibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em abril de 2016, Carlos Andrade foi um dos parlamentares da bancada roraimense que votou a favor do pedido. Questionado se a sua posição naquele momento se relaciona com a decisão atual, o deputado disse ser uma questão de coerência. “Nós adotamos uma linha de coerência. Utilizei o mesmo critério. No ano passado nós votamos pelo impeachment. Hoje, nós estamos votando pela investigação em que o presidente teria todos os instrumentos para esclarecer os questionamentos”, disse.
Por fim, o deputado comentou sobre a proximidade das votações das reformas e disse que o Governo Federal vai ter que se esforçar para aprovar a nova proposta da Previdência “Para a Reforma da Previdência ser apreciada e votada, ela precisa de 308 votos favoráveis. O Governo vai precisar trabalhar muito”, disse Andrade, levando em consideração que o presidente Michel Temer recebeu 263 votos a favor do arquivamento da denúncia por corrupção passiva na semana passada.







Por Folha Web
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