Polícia recua e diz que autor do atentado em Barcelona ainda está foragido

Younes Abouyaaqoub teria sido autor do atropelamento. Imprensa espanhola dizia antes que motorista era Moussa Oukabir, morto em Cambrils, mas chefe de polícia diz que possibilidade está 'praticamente descartada'.
Polícia da Catalunha divulga fotos dos suspeitos dos ataques em Barcelona e em Cambrils (Foto: MOSSOS D'ESQUADRA / AFP)

A polícia espanhola acredita que o marroquino Younes Abouyaaqoub, que ainda está foragido, teria sido o motorista da van que atropelou mais de 100 pessoas em Barcelona na quinta-feira, deixando 13 mortos. Antes, o principal suspeito de ter cometido o atentado era Moussa Oukabir, de 17 anos, que foi morto horas depois do ataque, em Cambrils.
Segundo o chefe de polícia da região da Catalunha, Josep Lluís Trapero, está praticamente descartado que Oukabir tenha sido o condutor. "Ainda é uma possibilidade, mas, ao contrário de horas atrás, está perdendo peso", disse ele à TV regional.
A informação de que Oukabir tinha sido o motorista foi divulgada pela imprensa espanhola, citando fontes oficiais, mas em nenhum momento a polícia chegou a confirmar que ele era mesmo o autor do atropelamento.
As buscas a Abouyaaqoub continuam e a polícia confirmou ter realizado na noite desta sexta (18) inspeções em ônibus em Girona e Garrigás, sem encontrar nenhuma pista.

Suspeitos identificados:
  • Moussa Oukabir, 17 anos, espanhol de origem marroquina; morto em Cambrils
  • Said Aalla, de 19 anos, marroquino; morto em Cambrils
  • Mohamed Hychami, de 24 anos, marroquino; morto em Cambrils
  • Younes Abouyaaqoub, marroquino; procurado
Suspeitos que não tiveram identidades divulgadas:
  • dois mortos em Cambrils
  • dois procurados
  • um espanhol de Melilla; detido em Alcanar
  • 3 marroquinos; detidos em Ripoll
A polícia divulgou que já identificou os 5 mortos em Cambrils. Segundo o major Trapero, três dos mortos tinham sido apontados como fugitivos e entre eles está Moussa Oukabir.
De acordo com um documento interno da polícia obtido pelo “El País”, os outros mortos seriam Said Aalla, de 19 anos e Mohamed Hychami, de 24 anos.
Flores e velas lembram vítimas do ataque de Barcelona (Foto: Josep Lago/AFP)
Policial durante operação em Cambrils, na Espanha (Foto: REUTERS/Stringer)

Detidos

A polícia espanhola deteve nesta sexta em Ripoll, na província catalã de Girona, mais dois marroquinos por suspeita de ter vínculos com os atentados terroristas em Barcelona e Cambrils sem fornecer detalhes da investigação.
Na quinta, um espanhol e um marroquino já tinham sido detidos, mas nenhum deles era o motorista da van ou tinha antecedentes ligados ao terrorismo, segundo a polícia.
Um dia após o atentado, espanhóis se mobilizam em solidariedade às vítimas e parentes
Um dia após o atentado, espanhóis se mobilizam em solidariedade às vítimas e parentes

Ataque em Barcelona e Cambrils

O atropelamento em Barcelona começou nas imediações da praça Catalunha e percorreu 600 metros da Rambla atingindo as vítimas (veja mapa abaixo). O Estado Islâmico reivindicou o ataque.
A polícia investiga o uso de duas vans. Uma delas foi usada de fato no atropelamento em La Rambla, enquanto um segundo veículo do tipo foi localizado na cidade de Vic, a cerca de 60 km ao norte de Barcelona.
Testemunhas afirmam que a van saiu em zigue-zague atropelando as pessoas (Foto: Reuters/Sergio Perez)

Menos de 10 horas depois do atropelamento em Barcelona, um Audi A3 foi usado para atropelar pedestres, em Cambrils, cidade a 117 km de Barcelona. A polícia reagiu, matando cinco suspeitos de promover um novo ataque terrorista.
De acordo com informações oficiais, pelo menos 13 pessoas morreram em Barcelona e 130 ficaram feridas. A polícia informou nesta manhã que a 14ª vítima foi uma mulher, de Zaragoza. Entre os mortos, há pessoas de 34 nacionalidades diferentes.

Explosão em Alcanar

A polícia trabalha com a hipótese de que os dois atentados foram preparados a partir de um imóvel em Alcanar. Uma explosão, que foi atribuída a um vazamento de gás, deixou um morto e outras sete feridas na noite de quarta, véspera dos ataques, teria prejudicado a organização dos atentados. No local estavam estocados mais de 20 cilindros de gases butano e propano. 








Por G1 
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