Novos medicamentos contra Hepatite C serão disponibilizados em postos de saúde | Portal RR Music

Novos medicamentos contra Hepatite C serão disponibilizados em postos de saúde

Medicamentos que apresentam expectativa de cura de aproximadamente 90% serão disponibilizados a pacientes com grau avançado da doença
Somente em 2016, foram 111 casos de Hepatite C registrados em RR; número vem caindo em 2017, com apenas 25 casos em sete meses (Foto: Divulgação)

Pacientes diagnosticados com Hepatite C, em grau avançado de comprometimento do fígado, receberão um “tratamento inovador” até o final deste ano. O Ministério da Saúde começou a utilizar novos medicamentos que apresentam expectativa de cura de aproximadamente 90%.
Os medicamentos Sofosbuvir, Daclatasvir ou Simeprevir estarão disponíveis nas unidades básicas de saúde, conforme solicitado pelos Estados. Além disso, outros públicos passam a ser tratados com esse esquema de medicamentos. Todos os diagnosticados com Hepatite C, independente do grau de comprometimento do fígado, serão atendidos.
Entre 2003 e 2016, a taxa de detecção de casos de Hepatite C mostrou tendência de aumento em todas as regiões do país. Só no ano passado, em Boa Vista, foram confirmados 65 novos casos da doença. Em todo o Estado, foram 111 casos. A realidade em 2017, porém, parece ter mudado. Nos sete primeiros meses do ano, foram apenas 25 casos registrados em Roraima.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que as hepatites virais causaram quase um milhão e meio de mortes em 2015, por todo o mundo. O Brasil registrou, no ano passado, 2.541 óbitos provocados por hepatites virais, sendo quase 80% relacionados à Hepatite C. Já em Roraima, de 2015 a 2017, foram nove mortes confirmadas por conta da doença.
ACOMPANHAMENTO – O acompanhamento da Hepatite Viral C Aguda é feito nos postos de saúde, ou seja, na atenção básica, de competência dos municípios. Já os casos crônicos são acompanhados e tratados pelo Serviço de Assistência Especializada (SAE), do Governo do Estado.
Caso haja necessidade de tratamento, detectado por exames feitos na própria unidade e solicitados por um médico especialista, o paciente é encaminhado para realizar tratamento com medicamentos específicos.
SINTOMAS – Os casos de Hepatite Viral C Aguda são assintomáticos, logo, o paciente pode vir a sentir mal-estar, vômitos, náuseas, dores musculares, perda de peso e cansaço. Os sintomas não são claros, por isso é mais difícil diagnosticar a doença.
TRANSMISSÃO – O vírus da Hepatite C transmite-se, principalmente, por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas.
Portanto, não há necessidade de isolamento do portador da Hepatite C. Não existe vacina contra a Hepatite C, porém o tratamento é eficaz e garante 90% de cura.
SERVIÇO – Há dois anos, no Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado em 28 de julho, os portadores roraimenses da doença ganharam o Atendimento Multidisciplinar aos Portadores de Hepatite Viral Crônica no Serviço de Assistência Especializada, o que revolucionou o tratamento da doença no Estado, possibilitando uma melhoria na qualidade de vida dessa parcela da população.
Antes da existência deste serviço, o atendimento era centralizado no médico e não havia uma sistematização de cadastro desses pacientes. Agora, os portadores de hepatites virais têm a garantia de uma assistência clínica, terapêutica, farmacêutica e psicossocial, com uma equipe multidisciplinar que o acompanha ao longo de sua doença, melhorando a qualidade de vida dessa população no Estado.
Sem o serviço, não era possível saber quantos dos pacientes notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) estavam fazendo tratamento no SAE. Hoje em dia, esse controle é feito em parceria com os 15 municípios para identificar esses pacientes. Isso porque as hepatites não podem mais ser vistas de maneira isolada, pois há uma série de questões relacionadas aos efeitos colaterais do tratamento, às co-infecções com o HIV ou entre as hepatites C e B, as comorbidades, síndromes e possíveis distúrbios psicológicos/psiquiátricos, que precisam de um acompanhamento multiprofissional. (L.G.C)






Por Luan Guilherme Correia
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