Leopoldo López e Antonio Ledezma voltam a ser detidos na Venezuela, diz oposição | Portal RR Music

Leopoldo López e Antonio Ledezma voltam a ser detidos na Venezuela, diz oposição

Opositores cumpriam prisões domiciliar e foram levados na madrugada desta terça-feira (1º).
Ledezma (de azul) é levado pela polícia na Venezuela (Foto: Reprodução/TV Globo)

O Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) da Venezuela voltou a deter na madrugada desta terça-feira (1º) os políticos opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em regime de prisão domiciliar, informaram fontes próximas aos dois dirigentes. Veja no vídeo acima.
"Acabam de levar Leopoldo de casa. Não sabemos onde ele está, nem para onde o levaram. (Nicolás) Maduro é responsável se algo lhe acontecer", escreveu Lilian Tintori, a esposa de López, no Twitter. A oposição vem convocando manifestações pelo país contra a instalação da Assembleia Constituinte proposta por Maduro após a eleição realizada no último domingo (30).
O deputado Richard Blanco, coordenador do partido Alianza Bravo Pueblo (ABP), indicou por sua vez através desta mesma rede social que o Sebin também levou "o prefeito Ledezma" nesta madrugada.
Vários representantes da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) divulgaram no Twitter um vídeo que mostra Ledezma sendo retirado de sua residência, onde estava em regime de prisão domiciliar desde 2015, por funcionários do Sebin.
Alguns dirigentes do Vontade Popular (VP), o partido de López, bem como do ABP, a legenda de Ledezma, reiteraram essas informações, responsabilizaram o presidente Nicolás Maduro pela integridade física de ambos e asseguraram desconhecer o local para onde eles foram levados.

Prisões anteriores

Ledezma foi detido em fevereiro de 2015 acusado de conspiração e formação de quadrilha e, após dois meses na prisão militar de Ramo Verde, recebeu uma "medida cautelar" e, por motivos de saúde, passou a cumprir a pena em sua residência. Quase dois anos e meio após sua detenção, Ledezma ainda não foi condenado.
López, por sua vez, passou mais de três anos na mesma prisão e seus advogados denunciaram que ele foi torturado em várias ocasiões. Ele cumpria prisão domiciliar desde 8 de julho.
Leopoldo López em sua casa em Caracas, no dia 8 (Foto: JUAN BARRETO / AFP)

Escalada na tensão

No domingo (30), 545 deputados foram eleitos para compor a Assembleia Constituinte que redigirá a nova constituição para substituir a que foi aprovada em 1999, durante o governo do antecessor de Maduro, o presidente Hugo Chaves.
A proposta de promover a constituinte é, segundo Maduro, uma maneira de consolidar as conquistas do chavismo e trazer paz à Venezuela. Para a oposição, o objetivo é manter Maduro no poder. Na prática, a constituinte deve atrasar a próxima eleição, que está prevista para 2018.
A Venezuela enfrenta uma grave crise econômica e um aprofundamento da crise política nos últimos meses. As manifestações são diárias desde de abril, após o Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) assumir as funções do Parlamento, que é de maioria opositora. Com a forte oposição interna e da comunidade internacional, a medida foi revista, mas o clima seguiu tenso.
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, divulgou afirmou que 121 pessoas morreram, incluindo as 10 deste domingo (quando aconteceu a votação da constituinte) e quase 2 mil ficaram feridas.
Segundo ela, há evidências de que 25% das 121 mortes ocorridas desde 1º de abril nos protestos contra o governo resultaram da “ação das forças de segurança". Já 40% dessas mortes foram provocadas por civis armados que atuam contra os manifestantes. 





Por G1 
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