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Governo de Roraima anuncia mais de 600 vagas por meio de concursos públicos

Já foi autorizada a publicação dos editais para concursos na Setrabes, Sejuc, Polícia Militar, Codesaima e Polícia Civil
Candidatos já começaram a se preparar em cursos preparatórios (Foto: Wenderson de Jesus)

Os concurseiros que se preparam para entrar no serviço público devem ficar atentos aos cinco concursos autorizados nesta terça-feira, 1º, pela governadora Suely Campos (PP), o que significa mais de 600 vagas no setor público. Os certames são referentes à Secretaria Estadual de Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Polícia Militar e Polícia Civil.
A Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima) já havia anunciado e lançado o edital do concurso, que vai oferecer 143 vagas. São 25 cargos diferentes, que vão do nível alfabetizado ao ensino superior. A remuneração vai variar entre R$ 1.874 e R$ 3.200 para uma carga horária de 44 horas semanais. As inscrições para o concurso começam às 10h do dia 11 de agosto e encerram-se às 23h59 do dia 11 de setembro. As provas serão aplicadas no dia 15 de outubro.
SEJUC – Conforme o órgão, o edital do concurso para os cargos de agente penitenciário está em fase final de elaboração. No entanto, 300 vagas serão ofertadas.
SETRABES – Em fase de contratação da empresa que realizará o certame, a Setrabes ainda não deu mais informações sobre o concurso. Diante do caso, o Governo do Estado informou que, ao haver a definição, o edital será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), com os respectivos prazos de inscrição e número de vagas.
PM – A Polícia Militar, junto com a Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) e a Secretaria Estadual de Administração (Segad), estão realizando estudos para verificar a quantidade de vagas necessárias para o concurso e só após o levantamento o edital deve ser lançado.
PC – O concurso público da Polícia Civil prevê a contratação de 330 policiais em todos os cargos da carreira policial, considerando que as vagas serão distribuídas por região. A Polícia Civil, no entanto, está aguardando a emissão da Nota Técnica da Seplan quanto aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, para então contratar a instituição que será responsável pela aplicação da primeira etapa do concurso público, uma vez que a segunda etapa será o Curso de Formação, realizado na Academia de Polícia Integrada (API). (A.G.G)

Concurseiros largam até emprego para se dedicar aos estudos

Acordar para estudar e dormir pensando no estudo do dia seguinte. Esta foi a rotina da estudante Juliana Castro durante aproximadamente dois anos. E ela não é a única. De modo geral, as pessoas que resolvem se dedicar a concursos públicos podem ter o mesmo pensamento no início dos estudos. Apesar disso, com interrupções, retornos e muitas provas, a estudante percebeu que manter o equilíbrio é mais saudável para o desempenho.
A vida de concurseira começou em 2011, quando se inscreveu para a prova dos agentes penitenciários de Roraima. No ano seguinte, foi a vez do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima (TJRR). Contudo, o resultado das reprovações foi um afastamento de quase três anos da mesa onde estuda. “Eu era imatura e não tinha a experiência necessária pra situação, então resolvi parar”, relembra.
Em 2015 quando a Defensoria Pública do Estado (DPE) anunciou um novo concurso, Juliana conversou com a mãe, abandonou o emprego e voltou a estudar. Mesmo prejudicada com a interrupção de três anos, a principal motivação para o retorno foi a classificação entre os 100 colocados na DPE e os 30 classificados no concurso da Universidade Federal de Roraima (UFRR).
Desde então, a estudante mantém uma rotina flexível de estudos em casa e só utiliza o cursinho para a prática de exercícios, módulos e revisões. Apesar da formação em administração, Juliana ressaltou que prioriza o estudo para provas que envolvem a área jurídica. “Foi algo que eu escolhi pra mim. Não faço por obrigação, e sim porque eu gosto. Eu realmente gosto dessa vida”, frisou.
Há três anos, o estudante Herlyson Brito também é considerado um concurseiro, mesmo sem gostar muito da palavra. Por interesse próprio, o estudante explicou que teve como exemplo um amigo que estudava para Medicina. “Eu ficava pensando como ele conseguia estudar por tanto tempo. Então comecei a estudar sozinho”, disse. Depois de idas e vindas no cursinho, ele resolveu voltar há pouco tempo para turmas de exercícios.
Para ele, a prioridade do esforço é o concurso da Polícia Federal, mas nem por isso deixa de fazer outras provas. Conforme relato, a experiência faz parte do processo de estudo, servindo como treinamento para o que vem estudando. Quando decidiu focar nos estudos, ele recebeu total apoio da família ao sair do emprego. Hoje, ele vê a rotina de estudos como um trabalho.
Por não trabalhar e não ter filhos, Brito ouve muitas pessoas dizendo que é mais fácil para ele estudar. No entanto, ele pensa diferente: “Às vezes é até mais ruim, porque a tendência é ir deixando as coisas para a última hora, já que disponho de tempo de sobra. Quando me dizem que queriam ter mais tempo para estudar, e essa pessoa não tem filhos, eu pergunto logo o que ela faz com o tempo que tem. Eu pergunto sabendo da resposta: procrastinação”.
ABDICAÇÕES – Na vida de um concurseiro, a palavra abdicar é corriqueira. Quantas vezes você já chamou um amigo para sair e ele respondeu que não podia porque precisava estudar? Mesmo com a realidade, Juliana explicou que nunca teve problemas nesse sentido e atribui o fato ao apoio que recebe dos familiares e amigos.
Ressaltou que ouve muitas pessoas dizendo que precisam se sacrificar, mas que nunca sentiu o esforço. “É uma vida em que você de fato precisa se abdicar de muitas coisas, e se você não recebe o apoio de quem está perto, você acaba regredindo. Mas perante uma meta de vida, não devem existir obstáculos que te façam parar”, afirmou.
NOVOS CONCURSOS – Diante do anúncio feito pelo Executivo esta semana de novos concursos públicos, ambos os estudantes relataram que não tiveram reação. Juliana explicou que desde o ano passado lê informações de concursos que vão sair e nada aconteceu.
Mesmo estudando para um específico, ela relatou que vai fazer as provas que surgirem, a fim de melhorar e treinar o rendimento. Por sua vez, Brito teve uma posição mais firme. “Já tem tempo que não tenho reação quando há notícia de edital. Muitos ficam eufóricos e eu ficava. Hoje fico mais tranquilo. Se acontecer, eu faço”, destacou. (A.G.G)

Algumas dicas para quem vai começar a rotina de estudos

Há algum tempo na rotina de estudos, a primeira dica sugerida pelos estudantes Juliana Castro e Herlyson Brito foi em relação aos cursinhos preparatórios. Segundo Juliana, o cursinho vai fornecer toda a base necessária para iniciar os estudos por conta própria. Sem o cursinho, ela afirmou que é possível haver uma dificuldade e atraso nos estudos, considerando que os professores podem passar uma visão mais simples de cada disciplina.
Sobre o assunto, Herlyson destacou que às vezes as pessoas têm conhecimento de uma metodologia passada em cursinho, aplicam e não conseguem a aprovação. Para ele, todas funcionam, mas cabe ao aluno a flexibilidade de conhecer outros métodos e ir se adequando, nem que seja preciso misturar.
SONO – Considerando aqueles que sentem sono ao começar a ler, o estudante explicou que uma saída é realizar uma leitura ao sair de um período de sono. “Acordou, pega um livro e lê cinco páginas, depois 10, depois 20…”, disse.
Conforme relato, ao criar o hábito, o estudante vai estabelecer um novo padrão. Em relação ao livro, ele sugeriu que não deve ser voltado ao concurso público, a exemplo de romance, ficção ou aventura. Brito considera as leituras parte da preparação, já que, mesmo sem cair na prova, a leitura melhora a capacidade de compreensão textual, agilidade na leitura, escrita e raciocínio.
EXERCÍCIO E ALIMENTAÇÃO – Outra dica sugerida é a prática de exercícios físicos, tendo em vista tornar o corpo, em geral, mais forte, o que reflete de forma positiva no estudo. Brito também considera a alimentação saudável e balanceada, já que o corpo precisa de energia para funcionar. “É importante identificar as dificuldades e erros para poder fazer a mudança necessária”, relatou. (A.G.G)





Por Folha Web
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