Disque Denúncia oferece R$ 50 mil por assassino de policial da Core no Jacarezinho | Portal RR Music

Disque Denúncia oferece R$ 50 mil por assassino de policial da Core no Jacarezinho

Recompensa por informações que levem a quem matou Bruno Xingu é uma das maiores oferecidas. Após 5 dias seguidos de tiroteios, um vendedor foi morto por bala perdida.
Polícia oferece R$ 50 mil de recompensa por informações de assassinos do policial Bruno Burhler (Foto: Divulgação / Disque Denúncia)


O Disque Denúncia lançou cartaz e está oferecendo recompensa de R$ 50 mil para quem der informações que levem à identificação e à prisão do assassino do policial civil Bruno Guimarães Buhler, morto na sexta-feira (11), na Favela do Jacarezinho, no Jacaré, na Zona Norte.
No Portal dos Procurados, as recompensas pelos chefes do tráfico mais procurados do estado não passam de R$ 30 mil. Entre eles estãos os traficantes Da Russa, Fernandinho Guarabu, Scooby Doo, Pezão e Rogério 157.
Conhecido como Bruno Xingu, o policial era um dos atiradores da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), considerada uma tropa de elite da Polícia Civil. O agente dava reforço à operação da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), no Jacarezinho, quando foi baleado no pescoço. Chegou a ser socorrido, mas sofreu uma parada cardíaca.
Desde o ano passado, o Disque Denúncia adotou um programa de recompensa por informações que levem à identificação e prisão de criminosos envolvidos em morte de policiais. Para achar assassinos de policiais militares, a recompensa costuma ser de R$ 5 mil.
Só este ano, segundo o coordenador do programa Zeca Borges, o serviço já recebeu 409 denúncias sobre suspeitos em crimes contra policiais. O número do Disque Denúncia é o 2253-1177 e o anonimato do denunciante é garantido.

5 dias de tiroteios

Desde a morte de Xingu, várias operações têm sido realizadas na comunidade. Na terça-feira, no quinto dia seguido de tiroteio, um morador que vendia frutas foi baleado e morreu. Uma outra moradora de 30 anos levou um tiro de raspão no rosto e está em observação.
Morador morre em tiroteio na comunidade do Jacarezinho, no Rio
Morador morre em tiroteio na comunidade do Jacarezinho, no Rio
A rotina de pânico para os moradores do Jacarezinho foi registrada por uma equipe de reportagem da TV Globo, que filmou troca de tiros e a tensão dos policiais (veja no vídeo acima).
Um blindado da Delegacia de Combate às Drogas pegou fogo. Os agentes disseram que traficantes atiraram um coquetel molotov. O "caveirão" não queimou totalmente, mas saiu de circulação.
O ex-chefe do tráfico na favela foi preso no domingo, na cidade de Luziânia, em Goiás. Nilson Roger da Silva Freitas, o Roger do Jacarezinho, levava uma vida confortável, numa chácara com piscina e banheira de hidromassagem.
Os moradores não aguentam mais a rotina de desespero. Após a morte do vendedor de frutas, eles fizeram um protesto contra a violência em frente à comunidade e fecharam a Avenida Leopoldo Bulhões para pedir paz. Pais e mães do Jacarezinho desejam que a vida dos filhos não seja de tanto medo.
"Minha filha vai pro quarto, ela fica escondida. ela tem muito medo, ela vai pro quarto e fica escondida. Ela pede até pra abraçar ela", diz o pai de uma menina de 4 anos.
A terça-feira foi mais um dia de tiroteios não apenas no Jacarezinho. Em toda a cidade, a violência impediu mais de quatro mil estudantes de irem a escola. Nos morros da Covanca e do Barão, na Zona Oeste, moradores com frequência são acordados às 6h pelo barulho.
"Parece uma guerra, maluco", desabafa um morador. 




Por Bom Dia Rio 
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