Derramamento de enxofre após trem descarrilar preocupa autoridades em São Simão, SP | Portal RR Music

Derramamento de enxofre após trem descarrilar preocupa autoridades em São Simão, SP

Acidente causou queda de 21 vagões com substância ácida no dia 5. Área de nascentes corre risco de contaminação, alerta Defesa Civil.
Trem a caminho do Triângulo Mineiro descarrilou em São Simão, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

Um derramamento de enxofre ocorrido depois que um trem de carga descarrilou em São Simão (SP) acendeu o alerta das autoridades ligadas ao meio ambiente.
O acidente com o veículo da empresa VLI Logística aconteceu na madrugada de sábado (5) e provocou a queda da substância em estado sólido no solo, em uma região próxima a nascentes de água. Os riscos aumentam com a previsão de chuvas, afirma César Correa, coordenador da Defesa Civil de São Simão.
"Essa chuva vai prejudicar o meio ambiente, porque vai degradar todo o meio ambiente, vai queimar plantações, o prejuízo vai ser muito grande”, diz.
Em nota, a VLI comunicou que a retirada, a cargo da seguradora, tem previsão de demorar mais sete dias por questões de segurança. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou que tem monitorado a área e estima um período de dois meses para que toda a composição férrea seja removida.

Derramamento de enxofre

O vazamento aconteceu na zona rural de São Simão depois que parte do trem, que seguia com a carga para a região do Triângulo Mineiro, saiu dos trilhos. De acordo com a VLI, 21 dos 61 vagões do trem tombaram, mas ninguém se feriu.
Cada um dos compartimentos levava 70 toneladas de enxofre. Parte da carga atingiu o solo e deixou as autoridades em alerta. O coordenador municipal do Meio Ambiente, Marcos Gonçalves de Oliveira, diz que, pela gravidade do incidente, a carga já deveria ter sido removida.
Após descarrilamento de trem, houve vazamento de enxofre na zona rural de São Simão, na região de Ribeirão Preto, SP (Foto: Reprodução/EPTV)

O maior perigo, segundo ele, é que a chegada das chuvas acelere a dispersão do material na natureza. O enxofre eleva os riscos de incêndio e, em contato humano, tem potencial cancerígeno.
"Pelo ocorrido a gente acredita que já era para ter sido resolvido o problema. A gente tem uma preocupação com a questão ambiental, até porque temos previsão de chuva, é um material que, se tiver contato com a chuva, pode vir a contaminar o lençol freático, inclusive o curso d’água que tem aqui próximo", afirma.

Cetesb

A Cetesb informou que, desde o derramamento, tem monitorado a área diariamente. O gerente em exercício da companhia na região de Ribeirão Preto, Sebastião Bonadio, estima um prazo de dois meses para a retirada de toda a composição.
De acordo com ele, depois da retirada do enxofre, a parte do solo que entrou em contato com a substância também deverá ser removida e destinada a um local adequado.
"A Cetesb, após ser comunicada, já designou um técnico, em companhia dos funcionários da ferrovia, eles inspecionaram a área, porque é um local distante da área urbana, de difícil acesso e a logística para recuperação do local é enorme", diz. 





Por Jornal da EPTV 2ª Edição 
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