Bandidos quebram porta de vidro e furtam restaurante pela terceira vez | Portal RR Music

Bandidos quebram porta de vidro e furtam restaurante pela terceira vez

Empresário calcula mais de R$ 7 mil de prejuízo e cobra atuação de órgão de Segurança Pública
Do restaurante, ladrões levaram uma televisão (Foto: Wenderson de Jesus)

Pela terceira vez em um ano e meio, o empresário Kleber Aleixo, proprietário de um restaurante de comida japonesa localizado na avenida Via das Flores, bairro Pricumã, zona oeste de Boa Vista, foi vítima de furto. O caso aconteceu na madrugada de ontem, 31, quando a porta da frente do estabelecimento comercial foi destruída pelos bandidos, que aproveitaram a ocasião para furtar uma televisão e revirar todo o ambiente em busca de dinheiro e outros itens de valor.
“Dessa vez furtaram a TV, quebraram a porta [de vidro]. Aqui, no Pricumã, tem um 'grupinho' que arromba as portas usando o pé-de-cabra e, como a porta é de blindex, ela cede. Arrombaram a primeira vez e levaram uma televisão, da segunda vez quebraram a porta, mas não levaram nada, e dessa vez eles resolveram entrar de qualquer jeito”, explicou Aleixo.
As câmeras de segurança instaladas no local podem ter flagrado a ação dos criminosos, mas Kleber não confirma que o aparelho que armazena as imagens esteja funcionando plenamente. “Eu acredito que não esteja funcionando como deveria porque tem muita queda de energia, vou esperar o técnico chegar. Mas se não tiver filmado a hora do arrombamento, os prédios vizinhos têm câmera e devem ter registrado alguma coisa”, comentou.
O empresário ressaltou que, das outras vezes que os ladrões furtaram botijas de gás do restaurante, levou as imagens das câmeras do circuito interno à delegacia, mas a Polícia ainda não conseguiu identificar e prender os meliantes. “Eu tenho imagens, entreguei todo o material para a Polícia, mas os policiais dizem que vão procurar e nada. Quando levaram minha primeira televisão, eu registrei o Boletim de Ocorrência (B.O) e me chamaram depois de um ano para perguntar se eu tinha achado a televisão, quando o trabalho de investigação não é meu”, contou o dono do restaurante.
Mesmo que os três furtos tenham ocorrido num intervalo de um ano e meio, Kleber Aleixo disse que não fica surpreso porque que para ele é comum ocorrências desta natureza nos pontos de comércio da avenida. “Isso é muito comum aqui no Pricumã. Hoje mesmo uma clínica de pilates aqui perto também foi arrombada. Eles não sabem quando aconteceu porque eles fecham na sexta e só perceberam que o local tinha sido violado hoje. Acontece sempre”, revelou.
Em um mesmo dia os bandidos conseguiram realizar crimes sucessivos. “Quando entraram pela segunda vez aqui no restaurante também tinham furtado a Clínica, a casa de bolos, um salão e uma casa de produtos veterinários, tudo na mesma noite. O proprietário da casa de bolos tem as imagens do carro chegando, fez registro, anunciou no facebook e nada foi resolvido até hoje”, disse Aleixo.
Como vai ter que pagar o prejuízo sozinho, o empresário acrescentou que resta sempre um sentimento de tristeza diante da falta de resposta do serviço dos órgãos de Segurança Pública. “A sensação de tristeza é porque não dá em nada. Eu fui fazer mais um B.O, mas não espero nada porque eles disseram que não adiantaria nem a perícia vir porque a porta é de vidro e todo mundo toca, ou seja, o prejuízo é meu. Só a TV que levaram, de 55 polegadas, custa R$ 5 mil, além disso mandei consertar a porta quebrada, que vai custar mais R$ 1.500, além de ter que organizar a bagunça porque tem mesas e cadeiras reviradas por todo o ambiente. Eu cumpro com minhas obrigações como empresário, pago impostos, sigo à risca as exigências estabelecidas pelos agentes do Ministério do Trabalho, tenho 13 funcionários, mas não tenho segurança”, enfatizou.
Como medida de segurança, o empresário decidiu que precisar investir em grades móveis para evitar que as portas e janelas de vidro estejam vulneráveis. “Vou ter que instalar grades móveis para dificultar as ações dos bandidos porque só o blindex não tem jeito”, salientou.
Kleber Aleixo não apontou suspeitos, mas acredita que sejam indivíduos que moram pelas redondezas. “São figuras conhecidas, uma 'galerinha' do Pricumã que é acostumada a fazer isso. Eu não espero nada de ninguém, vou continuar trabalhando e o que tenho que fazer é dificultar o trabalho dos criminosos, porque se forem presos serão liberados na audiência de custódia. Para o juiz, uma televisão é um objeto irrisório e por isso o bandido não tem que ficar preso”, finalizou.
Até o fim da tarde de ontem, ninguém tinha sido preso pela autoria do furto que com a violação de obstáculo, uma vez que a porta foi estilhaçada, configura-se como qualificado. (J.B)





Por João Barros
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