Autoridades seguem com as buscas por 600 desaparecidos em Serra Leoa

Nove mil pessoas foram afetadas de alguma forma pelo desastre. Segundo autoridades, número de mortos já ultrapassa 300.
Equipes de resgate retiram corpo de vítima de deslizamentos de terra em Regent, em Serra Leoa (Foto: AP Photo/ Manika Kamara)

As equipes de emergências seguem nesta quarta-feira (16) com a busca por cerca de 600 pessoas que ficaram soterradas sob a lama em Serra Leoa, onde as fortes chuvas deixaram mais de 300 mortos, centenas de feridos e 3.000 pessoas sem lar, segundo as autoridades locais.
Segundo informou à Agência Efe o coordenador da Federação Internacional da Sociedade da Cruz Vermelha (FIRC), Abdul Nasir, até agora foram recuperados 297 corpos, 139 apenas na noite de terça. No entanto, 600 pessoas continuam desaparecidas, por isso o número de vítimas não é definitivo.
Entre os mortos estão 109 homens, 83 mulheres e 105 crianças. Ainda segundo Nasir, pelo menos 9.000 pessoas foram afetadas, de alguma forma, pelo desastre.
Imagem de satélite mostra região onde houve deslizamento de terra em Serra Leoa (Foto: DigitalGlobe via AP)

"Eu nunca vi nada parecido", disse ele à Associated Press. "Um rio de lama veio do nada e engoliu comunidades inteiras, tirou elas do mapa. Estamos correndo contra o tempo, contra mais inundações e contra o risco de doenças para ajudar essas comunidades a sobreviverem e a lideram com seu luto".
Além disso, 3.000 pessoas perderam suas casas após três dias de fortes chuvas que provocaram inundações e deslizamentos de terra em várias áreas dos arredores da capital, Freetown.
As autoridades temem agora que os poços de água tenham sido infectados e que possa surgir um surto de cólera, febre tifóide e outras doenças.
Diante da situação de crise, vários países e organizações internacionais já anunciaram que enviarão ajuda para este pequeno país africano de 7 milhões de habitantes.
Esta não é a primeira vez que Serra Leoa enfrenta uma situação similar, já que nesta época do ano são frequentes as fortes chuvas. As de dois anos atrás, deixaram uma dezena de mortos e milhares de pessoas sem teto em Freetown. 




Por G1 
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