Adolescentes são suspeitos de matar economista com 19 facadas

Os suspeitos do crime – três adolescentes e um adulto – foram localizados horas depois com o carro da vítima
A vítima morava sozinha em uma casa no Jóquei Clube, onde foi morta (Foto: Hione Nunes)

Por volta das 14h30 de ontem, dia 29, um crime bárbaro aterrorizou a população de Boa Vista, quando o economista João Bosco Baraúna, de 58 anos, foi assassinado com 19 facadas depois que os criminosos invadiram sua casa no bairro Jóquei Clube, zona oeste da Capital. A motivação do crime está sendo investigada, mas a princípio a polícia acredita na hipótese de latrocínio, quando o roubo é seguido de morte.
Com exclusividade à Folha, o cunhado da vítima disse que João Bosco morava sozinho e recebia muitas pessoas em sua residência e que no momento do crime estava com um adolescente, que foi responsável por abrir o portão e testemunhou toda a ação criminosa. Os quatro indivíduos, sendo três adolescentes, chegaram em um veículo, ainda não identificado e na ocasião três deles entraram e um ficou do lado de fora para prestar apoio ao bando.
Na parte interna da residência, um dos menores encontrou a vítima e de imediato desferiu os golpes de faca na região do tórax, pescoço, braços e pernas. Antes de fugirem, eles roubaram o carro do economista, um Fiat Uno, cor cinza, quatro portas, uma televisão e uma quantia em dinheiro não informada pela Polícia. O menor que já estava na casa permaneceu no local até a chegada da Polícia.
Agentes da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) encontraram a vítima morta no local do crime e conduziram o adolescente para prestar esclarecimentos sobre o fato e apontar os autores do homicídio.
Muitos curiosos, amigos e familiares estiveram na residência de Bosco para acompanhar o trabalho da perícia e prestar as informações necessárias. Assim que os peritos deixaram a cena do crime, uma equipe do Instituto de Medicina Legal (IML) fez a remoção do corpo.
O cunhado da vítima lembrou que nos últimos dias pediu mais atenção da vítima quanto às pessoas que frequentavam sua residência. “A gente orientava, mas ele era muito opinioso. Nós temos certeza que quem cometeu o crime é alguém que conhece a casa, que frequenta e que sabe que ele [João Bosco] morava sozinho”, relatou.
Por volta das 17h30, policiais militares e civis conseguiram localizar o veículo da vítima que estava abandonado na RR-205, que liga Boa Vista ao município de Alto Alegre, momento em que encontrou três suspeitos e decidiu abordá-los. Nas versões eles contaram que avistaram dois homens deixando o carro e entrando em um táxi em direção a Boa Vista, mas depois de alguns questionamentos acabaram confessando o assassinato.
O grupo que praticou o latrocínio é composto por três menores e um maior de idade. Em depoimento à Polícia, o único maior dentre os suspeitos contou como agiram, mas negou participação. Ele disse que ficou do lado de fora da casa enquanto a vítima foi atacada. Conforme os suspeitos, eles sabiam que a vítima tinha dinheiro e objetos de valor. “Estão dizendo que fui eu que matei ele, mas não tenho nada a ver, pois fiquei do lado de fora. Os três entraram e eu fiquei porque estava com medo. Quem matou o homem foi um dos menores. Disse para mim que montou em cima dele e esfaqueou ele todinho, no bucho e no peito”, detalhou.
Os envolvidos no crime guiaram os policiais em busca da arma e dos objetos roubados da vítima. O veículo do economista passou por perícia e em seguida foi guinchado e ficará sob a responsabilidade da Polícia até que a família da vítima peça a restituição.
“Os suspeitos do crime foram encaminhados à DGH, onde está sendo lavrado Auto de Prisão em Flagrante (APF) em relação ao maior e Auto de Apreensão em Flagrante por Ato Infracional para os menores (AAFAI). Maiores informações serão repassadas assim que possível”, disse delegado Cristiano Camapum, titular da DGH e responsável pelo caso.
O corpo de João Bosco passou por necropsia e foi liberado na noite de ontem, para funeral e sepultamento. Além de economista, João Bosco também atuou como professor da Universidade Federal de Roraima (UFRR). (J.B)






Por João Barros
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