Secretaria ainda não informou motivo de rebelião em Cadeião de Pinheiros | Portal RR Music

Secretaria ainda não informou motivo de rebelião em Cadeião de Pinheiros

No local ficam detentos provisórios, ainda sem condenação, na capital paulista. Duas horas depois, fogo e rebelião já haviam sido controlados.


A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não informou o motivo da rebelião, que aconteceu nesta segunda-feira (24), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na Zona Oeste da cidade de São Paulo.
No Cadeião de Pinheiros ficam detentos provisórios, ainda sem condenação, na capital paulista. Presos colocaram fogo em colchões e roupas.

Dados do site da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) indicam que o CDP I, unidade onde a rebelião ocorreu, abriga 1.383 detentos, enquanto sua capacidade é de 521. Ou seja, o CDP I opera 165,5% acima do normal. Segundo levantamento da TV Globo, com base nos dados da SAP, os CDPs da região metropolitana de São Paulo têm 12.973 presos além de sua capacidade.
CDPs estão superlotados (Foto: Reprodução/TV Globo)
Quatro equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas para lá e controlaram o fogo. Imagens aéreas do GloboCop mostraram os presos jogando colchões e camisetas no fogo, que atingiu dois pátios.
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária informou que "presos do Centro de Detenção provisória de Pinheiros I se envolveram em uma ato de indisciplina, ateando fogo em colchões". Às 13h20 os detentos tinham sido levados para um dos pátios e foram contados.
Por volta de 14h30, um caminhão e dois carros dos bombeiros deixaram o CDP. O fogo estava controlado e a polícia também já havia controlado a rebelião. Às 15h, uma das faixas da pista local da marginal, que tinha sido bloqueada no momento do incêndio, foi liberada para carros.
Cadeião de Pinheiros pega fogo (Foto: Reprodução/TV Globo)
Sueli Oliveira, mãe de um dos presos, afirmou que tinha ido levar o jumbo (alimentos pessoais e remédios para detentos) e passava por uma identificação no momento em que viu "muita correria" no local e extintores de incêndio sendo levados para dentro do CDP. Ela acabou sendo retirada de lá, e os documentos ficaram retidos.
“Enquanto nós estávamos aguardando [para entrar com o jumbo], o que aconteceu foi que entraram dois camburões cheios de presos. Pelo que falaram aqui fora, [os presos] não queriam que entrasse mais ninguém porque não cabe, já tava lotado”, informou.
Presos ficam reunidos em pátio após rebelião (Foto: Reprodução/TV Globo)

A SAP informou, por meio de nota, que nesta segunda-feira haveria no local "inclusão de 13 presos oriundos de delegacias de policia, porém, devido à manifestação já estar ocorrendo, eles foram remanejados para outras unidades prisionais". A SAP informou, ainda, que até pouco antes de 18h "não foi informado o motivo [da rebelião], que será objeto de apuração".
“Só vi entrar muitos extintores de incêndio, muita correria. Eu estava aguardando documento porque eu vi entregar o jumbo. Tanto que eu to aqui fora até agora porque prenderam meu documento”, disse Sueli Oliveira enquanto ainda aguardava para pegar o documentos após o fim da rebelião.

Protesto na Marginal Pinheiros

Apesar da informação de que a rebelião foi controlada, outras mães de detentos que foram ao CDP nesta segunda para levar o jumbo se revoltaram com a falta de informações sobre o que ocorreu com os detentos. Elas pediram reunião com a direção do centro de detenção, mas não foram atendidas.
Pouco depois das 17h, as mulheres fizeram um protesto na Marginal Pinheiros e fecharam todas as faixas de trecho da via local. Cerca de uma hora depois, um capitão da PM conversou com as manifestantes, que entraram em acordo para liberar a via após serem informadas que não houve presos com ferimentos graves, apenas machucados leves.
À noite, parentes de presos voltaram a interditar a Marginal Pinheiros em protesto por mais informações sobre as condições dos detentos após a rebelião.
Parentes de detentos do CDP de Pinheiros bloqueiam pista local da Marginal Pinheiros (Foto: Glauco Araújo/G1)






Por G1 SP, São Paulo  
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