Reajuste do preço dos combustíveis provoca reflexos em frete e alimentos | Portal RR Music

Reajuste do preço dos combustíveis provoca reflexos em frete e alimentos

Transportadoras e supermercados já falam em reajustar preços, nos próximos dias, para compensar custo com combustíveis
Setor alimentício é um dos que mais sofre aumento dos combustíveis, por conta do frete (Foto: Diane Sampaio)

Com o aumento do valor do combustível, enganam-se aqueles que pensam que a mudança vai ser sentida somente no momento de abastecer os veículos nos postos de gasolinas. São vários outros produtos e serviços que são afetados com o reajuste, sendo os principais, os trabalhos com transportação e a cesta básica.
Segundo o presidente da Cooperativa dos Transportes Autônomos (Coopertan), João Batista, o preço do frete vai subir muito ainda este mês. “Essa mudança do preço do diesel impacta porque subiu muito. Antes, transportar uma mercadoria de Manaus para cá, o preço era de R$ 140,00 a R$ 150,00 a tonelada. Agora, deve passar a ser de R$ 160,00, em média. Vai subir tudo porque a gente tem que absorver esse aumento”, esclareceu.
Batista reforçou que a população precisa entender que, no caso da Coopertan, os gastos vão continuar como antes do reajuste. “Os custos continuam os mesmos. Temos que pagar o motorista que vai fazer o transporte, a manutenção do caminhão, a renovação dos pneus, tudo do mesmo jeito. Tudo tem um preço. Infelizmente, nós vamos ter que aumentar os valores para cobrir essa despesa”, afirmou.
ALIMENTOS – O gerente de um supermercado localizado na Avenida Major Williams, no bairro São Francisco, Antônio Demétrio, acredita no aumento do preço da cesta básica. “Vai aumentar sim, porque tudo gera custo. O que mais impacta para nós é o preço da cesta básica”, comentou.
No momento, o supermercado vende a cesta básica já fechada para os consumidores ao valor de R$ 75,00. Ele informou que o preço deve mudar em breve, embora não consiga precisar quando isso pode acontecer ou para quanto o valor deverá ser alterado.
O gerente explicou que a compra dos produtos é feita semanalmente, com produtores de Roraima e em outros estados. “Tem mercadoria que a gente compra direto de fábrica, com produtores de São Paulo. Alguns itens de hortifrúti, como limão e melão, nós compramos em Roraima, por isso, não devem sofrer tanto impacto porque não pagamos o frete mais alto. Mas como compramos em outros estados, isso vai influenciar”, frisou.
Demétrio ressaltou que o comércio busca formas de tentar reduzir o impacto do aumento para os consumidores, e assim, não afugentar a clientela. “Tentamos baratear ao máximo comprando mais produtos, para assim adquirir um preço menor. Compramos mercadoria em excesso e assim conseguimos um desconto com o comprador. É uma forma de o consumidor não sentir tanto. A gente sempre procura colocar item promocionais na cesta básica”, acrescentou. (P.C.)

Menor preço da gasolina na Capital está custando R$ 3,71

A população brasileira foi pega de surpresa com o anúncio feito pelo Governo Federal, na quinta-feira, 20, do reajuste no valor dos combustíveis, provocado pelo aumento das alíquotas dos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), que influenciam no preço da gasolina, diesel e etanol nas refinarias.
Em alguns pontos de Boa Vista ainda é possível encontrar o combustível mais barato. O Posto Pinheiro, localizado na Avenida Manoel Felipe, no bairro Asa Branca, zona oeste da Capital, por exemplo, vende a gasolina ao valor de R$ 3,71.
Conforme o frentista Suelton Almeida, que trabalha há sete anos no local, um dos motivos do valor mais em conta são medidas aplicadas pelo proprietário do posto. “Aqui, o patrão trabalha com carreta própria, não precisa pagar para transportar, não precisa pagar o frete. E a outra é que a gente só trabalha com dinheiro, e não com cartão. Aqui sempre fica mais barato”, informou.
Conforme o frentista, até sábado à noite, dia 22, o valor aplicado da gasolina no posto era de R$ 3,30, enquanto outros já haviam reajustado o preço. “Como o estoque acabou, no domingo de manhã nós mudamos para R$ 3,71, mas somente agora”, afirmou.
A mesma situação foi repassada no Posto Shopping, localizado na Avenida Major Williams, no bairro São Francisco, que possui o mesmo proprietário. Segundo os frentistas, a prática é a mesma aplicada no posto de combustível no Asa Branca, com transporte próprio e a não utilização de cartão, o que barateia o serviço.
A Folha esteve à procura de preços mais baixos do combustível em Boa Vista e constatou que a média de preços mais baratos varia de R$ 3,74 a R$ 3,75, com algumas localidades com valor mais alto de R$ 3,79.
No Posto Cinco Estrelas, localizada na Rua Estrela Dalva, no bairro Raiar do Sol, zona oeste, o preço aplicado da gasolina é de R$ 3,75. Conforme a gerente Leila Barbosa, apesar do aumento, o movimento continuou o mesmo no local. “Nesse período de férias, a procura cai um pouco normalmente porque as pessoas costumam viajar mais. Mas, com relação ao aumento, não sentimos diferença”, disse.
RECLAMAÇÃO – Embora o presidente Michel Temer tenha declarado, ao comentar sobre o reajuste do combustível, que a população iria compreender o aumento das alíquotas do PIS e Confins para “manter o crédito da responsabilidade fiscal”, não foi isso o que foi percebido pelos gerentes dos postos de gasolina.
Segundo Leila Barbosa, também houve aumento no número de questionamentos da população. “Algumas pessoas chegaram a reclamar. Essa mudança foi muito rápida, nós não estávamos esperando, também fomos pegos de surpresa. Teve gente que abasteceu um dia com um preço e no outro, um bem maior. Nós, como consumidores, também nos preocupamos com o aumento, mas sabemos que foi uma medida do Governo Federal e que agora temos que atender”, afirmou.
REAJUSTE - Conforme a nota conjunta publicada pelo Ministério da Fazenda e do Planejamento na semana passada, o preço da gasolina, diesel e etanol subiu com o objetivo de recuperar a arrecadação e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 milhões. Com a medida, o governo espera arrecadar R$ 10,4 bilhões até o final do ano.
A alíquota subirá de R$ 0,38 para R$ 0,79 para o litro da gasolina e de R$ 0,24 para R$ 0,46 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,13 para o produtor. Se a alta for repassada na íntegra para o consumidor, o litro da gasolina deverá ficar R$ 0,41 mais caro no Brasil. Já a do diesel ficará à R$0,21 o litro e do etanol, R$0,20 o litro. A decisão sobre o repasse ao consumidor final, porém, é de cada posto de combustível. (P.C.)





Por Paola Carvalho
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