Prefeitura de SP gasta mais de R$ 200 milhões em contratos para manter serviço de ônibus | Portal RR Music

Prefeitura de SP gasta mais de R$ 200 milhões em contratos para manter serviço de ônibus

Valor é referente apenas ao mês de maio, segundo o Tribunal de Contas. Com processo de licitação parado desde 2015, usuários sofrem com falta de manutenção e veículos velhos.
SPTRANS recebeu mais de 4 mil reclamações contra a situação no transporte público (Foto: Reprodução/TV Globo)

Somente em maio deste ano a Prefeitura de São Paulo gastou mais de R$ 200 milhões em contratos emergências para manter o serviço de ônibus da cidade, segundo levantamento do Tribunal de Contas do Município. O SP2 obteve os dados por meio da lei de acesso à informação.
Em 2017, a SPTrans recebeu quase quatro mil reclamações de passageiros por excesso de velocidade, falta de manutenção e veículos velhos.
A Zona Leste é a campeã de reclamações, com mais de 1760. Na sequência, a Zona Sul, com índice próximo de mil. Em terceiro lugar está a Zona Norte, que registrou 813. A Zona Oeste apresenta o menor número: 337. A linha com o maior número de denúncias é a 3737-10, que vai do Shopping Aricanduva até a Vila Guilhermina, na Zona Leste.
Há quase dois anos a Prefeitura não resolve o processo de licitação dos ônibus que atendem os bairros e de todos os outros que circulam pela capital. A licitação foi interrompida em novembro de 2015, depois que o TCM apontou questionamentos que precisavam ser corrigidos.
“Não é um gasto a mais do ponto de vista de investimento que vai fazer com que o sistema de transporte público melhore ou se torne um sistema com melhor qualidade. É um gasto a mais que serve única e exclusivamente para manter o sistema funcionando da forma como está hoje. De fato, um desperdício de recurso público”, defende Américo Sampaio, da Rede Nossa São Paulo.
A SPTrans informou que está retomando o processo de licitação dos ônibus e aumentou as vistorias em todas as regiões da cidade. Disse ainda que os motoristas estão passando por treinamento e que o número de reclamações de janeiro a maio caiu 24%.

Os problemas

O tempo de espera é a principal reclamação dos passageiros que usam os micro-ônibus e vans que fazem a ligação dos bairros mais distantes até os terminais de ônibus da capital.
“Muitas vezes eles passam direto e eu acabo me atrasando para o serviço”, afirma a auxiliar de caixa Maíra Ferreira. Ela conta que dá sinal solicitando a parada, mas o motorista não atende ao chamado.
Não parar no ponto é a segunda maior reclamação dos usuários. “E quando ele [motorista] passa do outro lado e ainda ri da nossa cara e dá com a mão? Ah! Aí não, né?”, ressalta a aposentada Neusa Maria da Silva.
A falta de respeito é a terceira maior queixa. O sentimento de revolta é constante. “Eles estão tratando passageiro como uma coisa qualquer, principalmente com a gente com o velho, eles pensam que é lixo. Eu estou indo trabalhar, eu tenho 69 anos”, assevera a doméstica Maria Aparecida.
“O pessoal quer economizar, quer só rodar, rodar, rodar, botar o carro para rodar e não dá manutenção. Ou seja. Lucra, mas manutenção que é bom que precisa que é necessário, é 0”, afirma um motorista de ônibus que prefere não se identificar. Ele ainda diz temer pela segurança dos passageiros. “Você está lidando com vidas eu levo uma média de quinhentos passageiros por dia.” 






Por SP2, São Paulo 
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