MPRR investiga mortes de pacientes e pede que Polícia Civil abra inquérito | Portal RR Music

MPRR investiga mortes de pacientes e pede que Polícia Civil abra inquérito

Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde solicitou ainda, a instauração de sindicância por parte do Conselho Regional de Medicina
HGR registrou a morte de 14 pacientes da noite de sábado para domingo (Foto: Arquivo/Folha)

A morte de 14 pessoas que estavam internadas no Hospital Geral de Roraima (HGR) em menos de 24 horas, no fim de semana, motivou o Ministério Público do Estado de Roraima (MPRR) a investigar as causas dos óbitos. Nesta terça-feira, 25, entre as medidas adotadas, a promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Jeanne Sampaio, requisitou à Delegacia-Geral da Polícia Civil a instauração de inquérito policial para apurar as mortes ocorridas no período de 18 a 25 deste mês no local.
O MPRR também requisitou à direção do HGR que envie, no prazo de dez dias, relatórios técnicos da Unidade de Vigilância Epidemiológica, Comissão de Verificação de Óbito, Comissão de Controle de Infecção Hospitalar e da Coordenação de Enfermagem e Serviço Social sobre os fatos ocorridos.
Segundo a promotora Jeanne Sampaio, as causas das mortes precisam ser esclarecidas com urgência. “O elevado número de mortes requer uma investigação e resposta adequada aos fatos. O HGR atende a dezenas de pacientes todos os dias e isso requer cuidados extremos“, destacou.
A promotora solicitou ainda, a instauração de sindicância por parte do Conselho Regional de Medicina (CRM), bem como requisitou à Vigilância em Saúde do Estado e Vigilância Epidemiológica do Município informações técnicas relativas aos óbitos no prazo de dez dias.

Sesau descarta hipótese de infecção hospitalar no HGR

Após a Folha noticiar o registro de 14 mortes de pacientes em menos de 24 horas, durante o fim de semana passado, no Hospital Geral de Roraima Rubens de Sousa Bento (HGR), a Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) informou que fez investigação preliminar sobre o grande número de óbitos e concluiu que as mortes foram por “causas naturais irrecuperáveis” em setores diferentes, o que afasta a hipótese de infecção hospitalar.
Como medida adicional, a Vigilância Sanitária Estadual foi acionada para realizar uma investigação mais aprofundada, na manhã de ontem, 25. Como não houve indícios de infecção hospitalar, os dados serão avaliados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e o resultado da inspeção deve ser divulgado nos próximos dias.
Segundo o coordenador do Núcleo Interno Regulação (NIR) do HGR, Marcelo Borba, o fim de semana foi atípico em comparação às semanas e anos anteriores, registrando um grande número de pacientes com estado de saúde crítico, em que mesmo com todo aparato médico disponibilizado, não foi possível garantir a sobrevida dos pacientes.  
“Os óbitos ocorreram por causas irrecuperáveis como meningite, insuficiência respiratória, cirrose, tuberculose, acidente vascular cerebral [AVC], tumores, sendo a maioria dos pacientes idosos. São casos que deram entrada na unidade em situação avançada nas quais os tratamentos disponibilizados não conseguiriam mais reverter o quadro do paciente”, frisou o coordenador.
CASOS GRAVES – Marcelo Borba ressaltou que o HGR, único hospital de média e alta complexidade em um raio de 600 km, tem recebido pacientes de países vizinhos, além de atender outras unidades que não oferecem serviços para causas mais avançadas.
“Isso faz com que recebamos pacientes com casos mais graves e que outros hospitais não têm como dar suporte, incluindo os da rede particular. Fora isso, nós também recebemos pacientes estrangeiros que geralmente chegam em estado clínico mais agravado, caso que também foi constatado nesse final de semana em que registramos dois casos oriundos desses países”, frisou.
ÍNDICES ACEITÁVEIS – Atingindo uma média de 500 atendimentos por dia, a Sesau afirmou que o índice de óbito hospitalar no HGR é de 1,04% e se encontra abaixo do limite máximo preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 3,6%. Já o índice de infecção hospitalar da unidade foi de 2,2% em 2016, menor que o limite máximo de 5% preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
(L.G.C)





Por Luan Guilherme Correia
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