Motoristas protestam contra falta de fiscalização de caminhões no Jundiá

Sem estrutura no posto de fiscalização no sul do Estado, veículos de carga estão sendo lacrados e encaminhados à Boa Vista
Fiscalização em veículos de carga está sendo feita na Praça do Centro Cívico, onde motoristas protestaram ontem (Foto:Rodrigo Otávio)

Motoristas autônomos de Caminhões da Região Norte pararam seus veículos na Praça do Centro Cívico, no Centro da capital na manhã de ontem, 13, em protesto às condições de infraestrutura do Posto de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) no Jundiá, município de Rorainópolis, na região sul do Estado. O lacre de cargas e documentos fiscais pelos auditores de tributos e servidores do posto do Jundiá também foi motivo de reivindicação.
Conforme o caminhoneiro Edinho Lobato, a reclamação da categoria em relação ao posto de fiscalização ocorre há aproximadamente um ano. Segundo ele, as condições físicas do local são precárias, como falta de água, banheiro deteriorado e buracos no pátio do posto. Os agentes de tributos estariam também lacrando as cargas e documentos e direcionando os veículos para a sede da Secretaria da Fazenda, em Boa Vista. Por conta disso, os motoristas estariam sendo prejudicados e entregando a mercadoria em atraso. “O lugar está um lixo. Há um ano, reclamamos e nada é feito. Agora estão lacrando nossas cargas. Queremos que nossos impostos façam valer”, afirmou.
O motorista Estácio Gonçalves relatou que, ao passarem pelo Jundiá, os caminhoneiros têm prejuízos, seja com o tempo perdido ou com a logística de estadia, uma vez que o posto de fiscalização não possui uma sala de espera. “Espero que agora tudo se resolva ou então vou parar de trabalhar. O Jundiá é só prejuízo e as nossas autoridades não respeitam as classes trabalhadoras”, salientou.
Segundo o presidente do Sindicato dos Fiscais Tributários do Estado de Roraima (Sinfiter), Kardec Jakson, os servidores só voltarão a trabalhar normalmente quando a infraestrutura do posto de fiscalização do sul do Estado for recuperada, ou seja, eles continuaram lacrando as cargas e documentos fiscais e encaminhando-os para Boa Vista por tempo indeterminado. “A situação é séria. As promessas de reforma são feitas há um ano e meio e até agora nada foi feito. Só voltaremos ao trabalho quando o posto estiver de fato recuperado. Caso contrário, continuaremos lacrando caminhões”, garantiu.
Kardec Jakson reforçou a denúncia de que o posto de fiscalização está abandonado. “Não tem água, as quedas de energia são constantes, falta material de expediente, de limpeza, não tem móveis, a balança está quebrada. Como vamos trabalhar assim?”, questionou. (E.S)

Serviços de recuperação devem iniciar ainda este mês, diz Governo

Em nota, a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) esclareceu que se reuniu com os caminhoneiros na manhã de ontem, 13. “Um acordo foi firmado no qual a Sefaz disponibilizou equipe extras de atendimento para liberar, no menor espaço de tempo possível, os caminhoneiros e as cargas, tendo em vista que, devido às reformas na estrutura física do posto de fiscalização do Jundiá, os caminhões estão sendo lacrados no local e todo o processo sendo feito em Boa Vista”, informou.
Garantiu que o posto de fiscalização do Jundiá não deixou de funcionar, mas que os veículos de carga passaram a ser fiscalizados na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista. Reforçou ainda que, durante a reunião, os caminhoneiros não alegaram paralisação, somente a busca pelos serviços que foram transferidos temporariamente para Boa Vista.
Quanto à reforma, a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinf) informou que já foi licitada a recuperação e pavimentação asfáltica do pátio do Posto Fiscal do Jundiá, em Rorainópolis, com investimentos de R$ 1.450.297,23. O contrato e a ordem de serviço devem ser assinados na próxima semana. Após a liberação do empenho, será assinado o contrato com a empresa responsável pela obra. A previsão é que os serviços comecem ainda este mês.
A Seinf informa ainda, que a revitalização total do prédio do Posto Fiscal inclui sistema elétrico, hidráulico, rede lógica de transmissão de dados e telefonia, iluminação externa, construção de abrigo para geradores e poço artesiano. (E.S)






Por Folha Web
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