Garota de programa e comparsas podem ter feito mais de 20 vítimas de furtos a residência, diz delegado

Segundo a Polícia Civil, devido a grande procura de possíveis vítimas, bens recuperados foram catalogados. Jovem e dois amigos estão presos temporariamente em presídios da região de Sorocaba.
Segundo a Polícia Civil, Bruna planejava os crimes com outros dois amigos (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Mais de 20 casos de furtos a residência podem estar ligados às ações dos três jovens presos suspeitos de formarem um grupo que praticava os crimes no interior de São Paulo. De acordo com o delegado titular do 3º Distrito Policial de Sorocaba (SP), Romeu Lara Júnior, a grande quantidade de objetos teve que ser catalogada para que as supostas vítimas pudessem fazer o reconhecimento.
Casas vazias em Capela do Alto, Sorocaba, Tatuí e Campinas seriam alvo do grupo chefiado por uma garota de programa, de 22 anos, segundo a Polícia Civil. Após quatro meses de investigação, os suspeitos foram detidos durante a madrugada, na semana passada.
“Está tudo guardado para facilitar às pessoas que procuram a polícia para recuperar os objetos. Conseguimos organizar fotos com as apreensões em um álbum e, a partir do meio da semana, vou entrar em contato com quem se interessou em reaver os bens e bater os dados com os boletins de ocorrência”, explicou o delegado ao G1.
Segundo a Polícia Civil, suspeitos realizavam os furtos nas regiões de Sorocaba (Foto: Carlos Dias/G1)
A jovem Bruna Antunes Aguilar, presa em casa com dois revólveres e objetos furtados de vítimas, foi transferida para a penitenciária de Votorantim (SP) na sexta-feira (7). Os outros dois amigos - Robson da Silva Aguiar, 18, e Bruno Felipe da Silva, de 19 anos - estão detidos na cadeia de São Roque (SP). A defesa do trio não foi localizada.
Bruna deve responder por posse ilegal de arma de fogo, associação criminosa e furto. Os amigos vão responder por furto e associação criminosa. A Justiça determinou na segunda-feira (10) que as prisões temporárias fossem prorrogadas por mais cinco dias.
Ainda segundo a Polícia Civil, ao menos sete furtos cometidos pelo trio foram confirmados pelos investigadores até a semana passada. A câmera de segurança de uma casa, em Capela do Alto, registrou uma das ações do grupo.
O flagrante mostra quando dois homens estacionam um carro em frente ao imóvel e colocam os objetos dentro do veículo sem pressa. Ninguém que passa pela via percebe a ação (assista abaixo).
Câmera de segurança registra furto a residência em Capela do Alto
Câmera de segurança registra furto a residência em Capela do Alto
Segundo a Polícia Civil, a vítima registrou boletim de ocorrência, mas não conseguiu recuperar os objetos, que já haviam sido vendidos pelos criminosos. As imagens foram mostradas para um dos rapazes, que confirmou a ação feita com um carro com procedência investigada.

Investigação

De acordo com o delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, o trabalho de investigação durou cerca de quatro meses. Os criminosos tinham como alvo casas vazias, onde conseguiam furtar joias, aparelhos eletrônicos e dinheiro. A defesa dos suspeitos não foi localizada.
"Eles tocavam a campainha, viam que não tinha ninguém e arrombavam, ou até pulavam os muros. Em alguns casos, suspeitamos que pessoas que conheciam a família passavam informações privilegiadas, porque iam direto no que tinham interesse: pertences caros", explica Carriel.
Polícia acredita que jovem postava fotos nas redes sociais com produtos que furtava (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Os investigadores monitoraram as redes sociais dos jovens, que ostentavam uma vida de luxo na internet, postando fotos em boates com bebidas caras. Em umas das publicações no Facebook, a imagem mostrava uma grande quantidade de cédulas de cem e legenda com deboche: “Tá calor? Faz o leque, tá ligado, né, moleque?”. A polícia acredita que parte do dinheiro seria com a venda dos objetos furtados das casas.
"Ela mantinha a atividade com os dois [amigos] paralela com os programas. Então ela não roubava os clientes, mas tinha uma vida de ostentação, possivelmente com a renda obtida pela venda de todos os objetos", conta o delegado seccional.
Segundo a Polícia Civil, os três ostentavam suposto lucro com furtos nas redes sociais (Foto: Polícia Civil/Divulgação)








Por Carlos Dias, G1 Sorocaba e Jundiaí  
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