Casa da Moeda tem 240 mil passaportes em branco em estoque para serem personalizados | Portal RR Music

Casa da Moeda tem 240 mil passaportes em branco em estoque para serem personalizados

Produção não foi interrompida durante período de suspensão da emissão de documentos pela Polícia Federal. G1 visitou fábrica da Casa da Moeda onde passaportes são fabricados.
Passaportes foram armazenados durante período de suspensão do serviço. (Foto: Cristina Boeckel/ G1)

Durante o quase um mês em que a emissão de novos passaportes ficou suspensa, a Casa da Moeda não ficou parada. A produção continuou durante o período, porém as cadernetas não receberam os dados de personalização e dispositivos de segurança que ajudam a impedir possíveis falsificações. Assim, quando a emissão dos documentos foi retomada, na última segunda-feira (24), 240 mil cadernetas já estavam prontas em estoque, aguardando somente os dados dos cidadãos. Durante o período de suspensão pela Polícia Federal, os profissionais que trabalhavam especificamente nos setores responsáveis pelo manuseio das máquinas responsáveis por colocar estas especificações, foram remanejados para outros setores.
O G1 esteve na fábrica da Casa da Moeda e conferiu o ritmo de trabalho dos mais de 70 profissionais que foram realocados pela instituição para colocar em dia a produção de passaportes no país. Eles e as máquinas trabalharão 24 horas por dia e sete dias por semana para atender a demanda de cerca de 175 mil solicitações.
A capacidade da Casa da Moeda é de produção de 13 mil documentos diariamente. Contando com as demandas que seguem chegando, a previsão é de que em cinco semanas a produção e entrega de passaportes no Brasil tenham sido normalizadas.
“A gente tem um controle de qualidade do dado que está sendo recebido, do dado impresso, do chip e mais da embalagem. Isso tudo tem que estar muito seguro e integrado para que o cidadão possa receber o seu documento e não ter nenhum problema,” explicou Paulo Esteves, superintendente da produção de passaportes da Casa da Moeda, em entrevista à TV Globo na segunda (24).

Sigilo é fundamental

Nas salas onde são produzidos os passaportes de todo o país, o esquema de segurança é forte. Só é permitido entrar passando por uma catraca e a presença de vigilantes é constante.
O processo é quase todo realizado por máquinas. Elas colocam as capas, os números de série, fazem a impressão de fotos e dados, além de colocar marcas d’água e outros itens de segurança.
A força humana é responsável por levar os documentos de uma máquina para outra e pelo processo de embalagem e destinação dos passaportes para cada parte do país. Nem todas as etapas são possíveis de serem registradas. O segredo é a alma do negócio da Casa da Moeda contra as falsificações. As máquinas que colocam os chamados itens de segurança e os dados dos cidadãos não podem ser filmados ou fotografados. Algumas pessoas que trabalham nesse sistema de segurança máxima também preferem não aparecer, por motivos de segurança.
Não é permitido fazer nenhum tipo de registro sem autorização nas salas onde os passaportes são produzidos. Usar o celular, então, nem pensar. A regra vale tanto para os funcionários quanto os visitantes, como nossa equipe de reportagem.
O retorno à produção de passaportes foi possível graças a aprovação pelo Congresso Nacional que um projeto do governo que destinou R$ 102,38 milhões ao Ministério da Justiça para que a Polícia Federal voltasse a emitir passaportes. O projeto foi sancionado pelo presidente Michel Temer no dia 19 de julho.
A produção do documento foi suspensa no país no dia 27 de junho pela Polícia Federal por “insuficiência do orçamento”. Segundo a assessoria da PF, não significa que faltasse dinheiro, e sim que a corporação havia atingido o limite do gasto autorizado na Lei Orçamentária da União para essa questão específica.
Durante o período de suspensão, apenas o agendamento online e o atendimento nos postos da PF continuaram sendo realizados. A entrega dos novos passaportes ficou paralisada à espera da normalização da situação orçamentária. 







Por Cristina Boeckel, G1 Rio 
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