Banco do Brasil anuncia R$ 129 mi para agricultura familiar em Roraima

São R$ 54 milhões para produtor de pequeno porte, R$ 24 milhões para o de médio porte e R$ 51 milhões para o de grande porte
Superintendente estadual do Banco do Brasil, Álvaro Fertig: expectativa de mais recurso para os próximos anos (Foto: Rodrigo Otávio)

A Superintendência de Negócios Varejo do Banco do Brasil e Governo de Roraima lançaram, na tarde de ontem, 11, o Plano Safra 2017/2018. Neste ano, o investimento será de R$ 129 milhões para o Estado, número 23,21% maior do que foi repassado no período de 2016/2017. O lançamento ocorreu na tarde de ontem, 11, no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e contou com a presença de representantes da instituição financeira, produtores rurais e investidores da área do agronegócio.
De acordo com o superintendente estadual do Banco do Brasil, Álvaro Fertig, do valor total, R$ 54 milhões serão destinados para a Agricultura Familiar, ou seja, o produtor rural que se classifica como de pequeno porte, que tem uma renda bruta de até R$ 360 mil ao ano. O produtor de médio porte terá um investimento de R$ 24 milhões, ou seja, aquele agricultor que tem uma renda anual de R$ 360 mil até R$ 1.760 mil. Para o produtor de grande porte, que tem uma renda ao ano acima de R$ 1.760 mil, a aplicação será de R$ 51 milhões.
O superintendente ressaltou que houve redução das taxas dos principais programas de crédito em até um ponto percentual em comparação com o ano anterior. Para o Programa de Construção de Armazéns (PCA) e o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), a redução foi de até dois pontos percentuais, passando de 8,50% para 6,50%.
Fertig ressaltou, no entanto, que o pequeno produtor não teve redução de taxa do ano passado para a fase atual porque ele já conta com as menores taxas de mercado. “Para esse ano, safra 2017/2018, a taxa fixou de 2,5% e 5,5%", esclareceu.
Porém, o superintendente ressaltou que uma das facilidades é o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronaf) Mais Alimentos. "É uma linha do programa da agricultura familiar para o pequeno produtor e é o carro-chefe, que tem mais procura. Essa linha permite, na realidade do nosso Estado, a compra de gado e reformar pastagens, porque muitos produtores têm essa necessidade. Essa linha passou a contar agora com até 10 anos de prazo de financiamento, com três de carência, ou seja, o prazo total de financiamento é 10 anos, mas o cliente pode ficar até três anos sem pagar nenhuma parcela, só os juros, então, há uma vantagem para que a própria atividade consiga produzir renda para ele pagar o financiamento", frisou.
RECURSO - Para Fertig, o aumento de mais de 20% no valor dos recursos disponibilizados pelo Banco do Brasil foi motivado por conta da demanda. "Se parar para analisar, a gente tem um retrospecto de crescimento nos últimos anos. Estamos subindo em uma faixa de 20% a 25%, então, eu não tenho dúvida de que a gente vai alcançar o valor total de investimento", disse.
"Se a gente se consolidar como uma nova fronteira agrícola, que acreditamos que é uma questão de tempo para chegar até lá, a gente vai passar esse número com muita facilidade. Tem muito produtor grande vindo. O nosso Estado tem uma planta muito interessante. O pequeno produtor está voltado à criação de gado e a agricultura de subsistência, em pequena escala. O grande produtor está no grão, na soja, no arroz, no milho, mas tem espaço para o pequeno e o grande produtor na produção de gado e de grãos", avaliou o superintendente.
No contexto nacional, o Banco do Brasil disponibilizou R$ 103 bilhões para o Plano Safra 2017/2018. Do total, R$ 11,5 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia do agronegócio, R$ 91,5 bilhões em crédito rural aos produtores e cooperativas.
PROGRAMA - O Plano Safra é lançado pelo Governo Federal no início do ano agrícola, em 1º de julho de cada ano para operações de custeio, comercialização e investimento no setor. Para ajudar os agricultores a custear a safra é disponibilizado crédito em linhas com recursos obrigatórios, livres e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (P.C.)





Por Paola Carvalho
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