Presos usam corda 'tereza' para fugir da cadeia de delegacia no Centro de São Paulo, diz PM

Segundo a Polícia Militar, 5 fugiram na tarde de sábado no 2º DP, Bom Retiro. Um preso foi recapturado após descer de 10 metros de altura da carceragem; quatro são procurados.
2º Distrito Policial (DP), Bom Retiro (Foto: Reprodução/Google Maps)

Cinco presos usaram uma ‘tereza’, espécie de corda entrelaçada com panos e lençóis, para fugir da cadeia de uma delegacia da Polícia Civil no Centro de São Paulo, no final da tarde de sábado (3). De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), um dos criminosos foi recapturado e os outros quatro são procurados.
Questionada na manhã deste domingo (4) por telefone pelo G1, a comunicação da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que estava buscando informações do boletim de ocorrência registrado no 2º Distrito Policial (DP), Bom Retiro, onde ocorreu a fuga, para se posicionar.
Segundo a PM, a corporação recebeu um chamado por telefone por volta das 17h40 de sábado sobre a fuga de presos da carceragem do 2º DP, na Rua Jaraguá. No local ficam detidos em flagrante ou transitórios, alguns aguardam vaga em unidades prisionais da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).
2º Distrito Policial (DP), Bom Retiro (Foto: Reprodução/Google Maps)
Ainda de acordo com a Polícia Militar, os fugitivos usaram uma corda, que depois foi retirada de um muro da delegacia pelo Corpo de Bombeiros. A ‘tereza’ estava a uma altura de 10 metros do solo.
Policiais civis ouvidos pela reportagem sob condição de que seus nomes não fossem divulgados disseram que os presos teriam feito um buraco numa das paredes para fugir. Esse detalhe não foi informado pela PM.
Investigadores também falaram que agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE), um dos grupos de elite da Polícia Civil, foram acionados para ajudar a tentar encontrar os presos que escaparam. Segundo os policiais, foram membros do GOE que capturaram um dos fugitivos. A Polícia Militar, no entanto, informou que o preso foi recapturado por policiais militares.
Verônica Bolina (da esquerda para a direita): fotos mostram antes e depois de agressão sofrida na delegacia; imagens vazaram na internet (Foto: Reprodução / Polícia Civil / Facebook e Defensoria Pública)
O G1 apurou que por conta da fuga, o Centro de Comunicações e Operações da Polícia Civil (CEPOL) e o Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) foram comunicados da fuga pela 1ª Delegacia Seccional, responsável pelo 2º DP.
Os nomes e crimes dos fugitivos não foram informados pela PM. Também não há informação do preso recapturado. Geralmente em casos de fuga em delegacias, a Corregedoria da Polícia Civil é acionada para apurar se ocorreram falhas dos policiais que deveriam cuidar da segurança do DP e dos presos.
Essa não é a primeira vez que a carceragem do 2º DP se torna protagonista na crônica jornalística policial. Em 2015, após uma confusão com presos na cela, a transexual Verônica Bolina arrancou a orelha de um carcereiro e depois foi agredida. Segunda ela, por policiais. Estes, por sua vez, disseram que ela apanhou dos detidos e que só apartaram a briga. 






Por Kleber Tomaz, G1 SP, São Paulo
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