Onyx Lorenzoni diz que planilha com seu nome foi fraudada e pede arquivamento de inquérito no STF

Defesa do deputado, alega que planilha foram fraudadas. Perícia foi entregue ao STF na segunda-feira.
Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), relator do pacote de medidas contra a corrupção, investigado pela prática de caixa 2 (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu o arquivamento do inquérito que o investiga pela prática de caixa dois na campanha eleitoral dele de 2006. O pedido foi entregue na segunda-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa de Onyx encaminhou ao tribunal uma perícia na planilha que detalha o pagamento da propina feito pela Odebrecht a vários políticos, conforme as delações de diretores da empresa. Para a defesa do parlamentar, o documento foi fraudado.
De acordo com a análise assinada pelo perito Domingos Tocchetto, o texto impresso em uma das linhas da planilha teria o tipo e o tamanho de fonte diferentes do restante do documento.
Conforme o Ministério Público Federal, Onyx recebeu R$ 175 mil da empreiteira, dinheiro que não aparece na prestação de contas.

Investigação

O deputado foi citado pelo ex-diretor da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. Ele é investigado pelo crime de falsidade ideológica eleitoral. Onyx aparece com o codinome ‘inimigo’ na planilha da Odebrecht.
Lorenzoni foi o relator do texto do pacote anticorrupção na Câmara, aprovado em novembro de 2016. Onyx incluiu o crime de caixa 2 no pacote e defendeu que, quando houver comprovação da prática de caixa 2, quem receber e quem pagar possa ser condenado a pena de dois a cinco anos de prisão.

Jovem impulsivo

O delator disse que procurou o candidato a deputado federal durante a campanha eleitoral de 2006 e ofereceu doação para campanha. No depoimento, Alexandrino relatou que tinha a função de identificar candidatos que pudessem crescer e que viu em Lorenzoni um "jovem impulsivo", com potencial e, por isso, o contatou.
“Na minha atividade, exerço um relacionamento político (...) e dentro desse relacionamento eu tinha que observar, intuir e perceber potenciais candidatos que poderiam crescer e ter um destaque da liderança no quadro político”, disse na Alexandrino na delação.
“Tamo falando de 2006 aqui. Eu percebi que, dentro do escopo político, o senhor Onyx Lorenzoni era uma pessoa importante, era um jovem impulsivo, lutador, que precisávamos mantê-lo próximo. Especialmente por causa do volume de investimentos que nós tínhamos no Rio Grande do Sul”, complementou.

O encontro

Alexandrino contou que avisou, já na primeira conversa, que a doação seria via caixa 2 e que o então candidato do extinto PFL não se opôs. Segundo ele, Onyx Lorenzoni sabia que o valor seria não seria declarado à justiça eleitoral.
“Sim.Já foi dito na conversa inicial. [Ele] anuiu, não teve nenhuma rejeição, nenhum senão”
Conforme o delator, o encontro ocorreu em um restaurante de Porto Alegre. Na conversa, foi exposto o interesse da empresa em doar dinheiro para a campanha do candidato, por iniciativa da Braskem, que é o braço da Odebrecht que atua no setor petroquímico.
“A conversa foi ‘olha, tô percebendo aí seu desempenho, sua conduta e nós gostaríamos de termos aí como um parceiro futuro nas suas atividades de deputado federal'”, relata o executivo.
Segundo ele, a doação feita via caixa 2 foi de R$ 175 mil. O valor não era declarado para não ‘chamar atenção futuras da imprensa ou do TRE [Tribunal Regional Eleitoral], TSE [Tribunal Superior Eleitoral]’.

Contraponto

Logo após a abertura da investigação, o deputado disse por meio de nota que "não devo, não temo e tenho, mais do que nunca e do que ninguém, interesse de que tudo seja esclarecido rapidamente, para que fique bem claro de que lado está a verdade". 







Por G1 RS e RBS TV
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