Oi considera aumento de capital para acelerar reorganização

Recurso seria usado inteiramente para impulsionar o balanço da empresa, permitindo mais investimentos em fibra óptica e conectividade.
Logo da empresa de telecomunicações Oi em um shopping de São Paulo em outubro de 2013 (Foto: Nacho Doce/Reuters/Arquivo)

A Oi está trabalhando em uma proposta para levantar 8 bilhões de reais em capital novo de acionistas e investidores como forma de acelerar a saída da empresa de telefonia do processo de recuperação judicial, disse à Reuters nesta sexta-feira (9) o presidente-executivo da empresa, Marco Schroeder.
Sob os termos do plano, que estão sendo analisados por executivos da Oi e assessores financeiros, novas ações seriam oferecidas aos acionistas e, caso alguns deles renunciem à oportunidade de subscrição, elas seriam ofertadas a outros investidores, disse Schroeder em entrevista. Ele não forneceu mais detalhes sobre o plano.
A medida, caso concretizada, aconteceria após uma proposta apresentada em março, pela qual a operadora ofereceu a credores redução no prazo de carência de pagamento de juros e de principal, além de emissão de bônus.
Os credores ainda não estenderam uma contra-proposta sobre o plano, de acordo com o executivo.
O novo recurso seria usado inteiramente para impulsionar o balanço da Oi, permitindo que a empresa realize mais investimentos em fibra óptica e conectividade, disse Schroeder. O executivo destacou que planeja apresentar o plano ao conselho da empresa antes do fim do mês.
O processo de reorganização da Oi, iniciado há quase um ano e ainda o maior caso de proteção contra falência no Brasil, tem sido marcado por uma série de disputas entre credores e acionistas sobre o destino da quarta maior operadora de telefonia móvel do país. O governo brasileiro ameaçou intervir caso os acionistas da empresa não consigam chegar a um acordo.
Schroeder se disse confiante de que as diferenças entre credores e acionistas serão eventualmente solucionadas. Ele quer propor uma votação final sobre o plano de reorganização da empresa em setembro, antes do prazo final estipulado pela justiça, que expira em fevereiro de 2018.
"É trabalho constante para refinar a proposta, até a maioria das partes envolvidas considerá-la justa e valiosa", disse Schroeder.
A Orascom TMT e um grupo de detentores de bônus de dívida da Oi têm repetidamente dado à administração e aos acionistas mais tempo para colocar aditivos no mais recente plano de reorganização.
Outros credores e investidores, incluindo a Elliott Management Corp, de Paul Singer, também apresentaram suas próprias propostas de reorganização nos últimos meses. 







Por Reuters
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