Homens venezuelanos que já trabalham precisam deixar abrigo do Pintolândia | Portal RR Music

Homens venezuelanos que já trabalham precisam deixar abrigo do Pintolândia

Centro de Referência ao Imigrante foi criado para abrigar venezuelanos de forma rotativa
Ginásio do Pintolândia atende quase 300 venezuelanos indígenas e não-indígenas (Foto: Rodrigo Otávio)

Desde dezembro do ano passado, o ginásio poliesportivo do bairro Pintolândia, zona oeste de Boa Vista, passou a ser o lar de centenas de venezuelanos fugidos da crise que assola o país vizinho. No entanto, alguns desses refugiados, do sexo masculino, precisaram deixar o local ontem, 5. O motivo é a inserção no mercado de trabalho. “O abrigo [Centro de Referência ao Imigrante] foi criado para atender de forma temporária e rotativa, até porque Roraima continua recebendo venezuelanos que também necessitam de abrigo”, justificou o comandante do Corpo de Bombeiros de Roraima, coronel Doriedson Ribeiro.
Ao todo, são 289 pessoas abrigadas no ginásio. Destas, 205 são indígenas da etnia Warao.  Dos venezuelanos não-índios, 80% já conseguiram um emprego em Boa Vista, conforme o coronel. “Montamos o abrigo para retirar essas pessoas das ruas, praças, feiras e rodoviária, como estava acontecendo, e dar a elas, além do abrigo, uma nova oportunidade de vida”, explicou.
Alguns dos abrigados permanecem no local desde dezembro. No ginásio, o Estado disponibiliza atendimento médico, odontológico, três alimentações diárias e encaminhamento para o Sistema Nacional de Emprego (Sine). Os venezuelanos também recebem algumas doações, como roupas e colchonetes, da sociedade em geral, além dos cuidados e orientações dos membros da Federação Humanitária Internacional, instituição não-governamental que presta serviços de auxílio humanitário.
A intenção do Corpo de Bombeiros e Defesa Civil é continuar prestando apoio aos venezuelanos que precisaram deixar o abrigo. Segundo o coronel, será realizado um mapeamento de onde essas pessoas serão encaminhadas para que o Estado continue ajudando de alguma forma, como garantindo alimentação, por exemplo.
“O abrigo foi montado para dar um ‘lar’ temporário a essas pessoas durante um prazo de 15 dias. Só que, claro, isso foi flexível e continua sendo. Quem precisava, pedia a prorrogação e nós analisávamos a situação de cada um, tanto que há pessoas que estão no CRI desde a sua criação. Essa determinação é apenas para os homens. Quem já está trabalhando consegue reunir um grupo e alugar uma casa, como já acontece com muitos venezuelanos em Roraima”, disse.
A determinação também foi motivada pelo início de pequenos conflitos dentro do ginásio entre os abrigados. O coronel afirmou, durante a entrevista, que alguns venezuelanos passaram a desrespeitar as regras do local, como levar bebida alcoólica, voltar no período noturno sob efeito do álcool, desrespeitar e tentar intimidar voluntários e colaboradores, não ajudar na manutenção do ginásio, como limpeza e higiene básica, entre outros.
“A convivência passou a ficar complicada, principalmente porque um grupo não aceita o outro [indígenas e não indígenas]. No último sábado [3], alguns homens tentaram intimidar nossos colaboradores, como se quisessem fazer um motim. Fomos lá para colocar ordem e gerenciar o local. Estamos prestando uma ajuda humanitária e não podemos permitir falta de respeito”, sustentou o coronel. (C.C)





Por Folha Web
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