Governo de RR negocia parcelamento de dívida com estatal venezuelana

Duas reuniões com a estatal de energia venezuelana já ocorreram e uma próxima deve acontecer em Guri
Secretária de Relações Internacionais, Verônica Caro: “A dívida é um pouco alta, mas estamos negociando, e vamos parcelar e pagar regularmente” (Foto: Rodrigo Otávio)

A Secretária extraordinária de Relações Internacionais do Estado, Verônica Caro, reuniu-se com o presidente da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec), estatal venezuelana do setor elétrico, para tratar de assuntos referentes à dívida da Companhia Energética de Roraima (Cerr).
Como desde o início do ano a Cerr não distribui mais energia para os municípios do interior, é preciso que um novo contrato seja feito com a Eletrobras Distribuição Roraima para o fornecimento de energia. Hoje, consumidores de dez dos 15 municípios de Roraima dependem da energia importada da Venezuela: Boa Vista, Cantá, Rorainópolis, Alto Alegre, Mucajaí, Caracaraí, Pacaraima, Bonfim, Iracema e São Luiz. São mais de 119.290 unidades consumidoras, entre residencial, comercial, industrial e setor público.
Verônica Caro disse que está intermediando o acordo da Eletrobras com a Corpoelec por já conhecer as equipes e coordenadores. “Estamos negociando a divida do Governo de Roraima com a empresa em Caracas e também a assinatura do acordo com a Eletrobras, que é quem vai levar energia para o interior a partir de agora”, explicou a secretária.
Ela não quis falar o valor da dívida da Cerr com a Corpoelec, mas disse que a negociação está bem adiantada. “É um pouco alta, mas estamos negociando e vamos parcelar e pagar regularmente. Como Caracas está em uma situação complicada, a próxima reunião deve ocorrer em Guri, para onde vamos acompanhados de técnicos da Eletrobras. Mas hoje não existe possibilidade do fornecimento de energia para [o município de] Pacaraima ser prejudicado e inclusive estudamos a possibilidade de trazer mais eletricidade da Venezuela para outros municípios do interior próximos a fronteira”, concluiu.
EM VIGOR - O contrato de fornecimento de energia firmado entre a Corpoelec (Venezuela) e a Eletronorte (Brasil) tem a duração de 20 anos. Como o fornecimento foi iniciado em 2001, esse contrato se encerra em 2021.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a demanda máxima de energia do Estado é da ordem de 200 MW médios. O fluxo de potência médio diário praticado atualmente na interligação com a Venezuela é de cerca de 130 MW médios. Para complementar o atendimento à demanda, principalmente nas cargas média e pesada, são operadas em paralelo as unidades geradoras termelétricas instaladas na região, que totalizam cerca de 200 MW. Esta geração é utilizada de maneira complementar ao fluxo da interligação e, em caso de interrupção total do fluxo na interligação, pode ser acionada para atender à totalidade da carga da região.
SISTEMA VENEZUELANO - O Linhão de Guri foi inaugurado em agosto de 2001. A linha possui 706 quilômetros de extensão, ligando Boa Vista ao complexo hidrelétrico de Guri, em Puerto Ordaz. O empreendimento de caráter binacional foi construído pela Eletrobras Eletronorte em parceria com a Electrificación Del Caroní (Edelca), atual Corpoelec.






Por Folha Web
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