Ameaça e maus tratos são principais crimes cometidos contra idosos em RR

Neste ano, já foram registrados 26 casos de violência contra a pessoa idosa no Estado
Presidente do Ceddir, Leila Magalhães: “Precisamos coibir todo tipo de violência. O idoso merece respeito por tudo que já prestou à sociedade”(Foto: Wenderson de Jesus)

Os números não mentem. A violência contra a pessoa idosa em Roraima é uma realidade que preocupa os órgãos envolvidos na Rede de Defesa e Proteção. Conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), 111 crimes foram registrados pelo Setor de Estatística e Análise Criminal (Seac) no ano passado. Este ano, 26 casos foram registrados até o momento. Nos dois anos, prevalecem as qualificações de ameaça, maus tratos e lesão corporal.
Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos dos Idosos de Roraima (Ceddir) realizou uma panfletagem na manhã de ontem, 14, no cruzamento das avenidas Mário Homem de Melo e Venezuela.
Para a presidente do Ceddir, Leila Magalhães, é preciso disseminar a realidade, principalmente, às pessoas que deveriam realizar a proteção e o amparo. Nos panfletos, a população teve acesso aos direitos dos idosos perante a legislação brasileira, às unidades de referências, formas de violência e o objetivo do ato, que consiste em criar uma consciência social e política da existência da violência e disseminar a ideia de não aceitar a agressividade como normal. “Entendemos que a violência é um fenômeno social, que atinge todos os segmentos, inclusive a pessoa idosa”, disse.
Considerando o Ceddir como um espaço de acolhimento de denúncias, a presidente do Conselho ressaltou que recebe queixas de familiares e vizinhos toda semana. Apesar dos vários tipos de violência, ela pontuou que as mais comuns são a discriminação e o preconceito. No âmbito das instituições públicas, são frequentes as denúncias de impessoalidade, maus tratos e negligências. Nas famílias, são apontados os crimes de abuso, negligência, abuso financeiro e maus tratos físicos, psicológicos e sexuais.
Uma vez feita a denúncia, Leila explicou que recorre à Rede de Defesa e Proteção da Pessoa Idosa, a fim de conceder o devido atendimento. A Rede é constituída por entidades governamentais, sendo as representativas de políticas públicas setoriais voltadas à população específica, e não governamentais, que são as entidades que prestam serviço na área. Em Roraima, cerca de cinco unidades participam da Rede.
Fazem parte da Rede de Defesa e Proteção da Pessoa Idosa o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Promotoria de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência e Idoso do Ministério Público do Estado (MPRR), Conselho Municipal de Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI) e o próprio Ceddir, da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes).
Para a presidente, é necessário propagar a informação da violência contra o idoso para que seja possível coibir toda e qualquer tipo de violência. “O idoso merece respeito por tudo que já prestou à sociedade e, principalmente, pela figura de destaque tanto na família, quanto na própria sociedade”, pontuou.
DENÚNCIAS – Além das unidades de referência, as denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia Nacional (100) e Disque Denúncia Estadual (181). Leila ressaltou que os denunciantes não são obrigados a se identificar. (A.G.G)





Por Folha Web
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