Suspeitos de desviar recursos da Prefeitura de Nova Hartz são presos em operação policial | Portal RR Music

Suspeitos de desviar recursos da Prefeitura de Nova Hartz são presos em operação policial

Ação foi motivada por denúncia feita pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. Conforme a polícia, suspeitos teriam usado sistema informatizado.
Policial durante cumprimento das ordens judiciais (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (27) uma operação contra desvio de dinheiro público da Prefeitura de Nova Hartz, no Vale do Sinos. Três pessoas foram presas temporariamente, e foram cumpridos dois mandados de condução coercitiva e cinco de busca e apreensão. Também foi determinado bloqueio de bens e contas.
Conforme a polícia, os suspeitos, que trabalhavam no setor de tesouraria da prefeitura, registravam no sistema valores menores dos tributos, e ficavam com a diferença.
“Agiam dentro da prefeitura lançando no sistema valores de tributos, devidos por contribuintes, inferiores, e se apropriando da diferença (...) Um tributo municipal no valor de R$ 80 mil era lançado no sistema de informação como R$ 800. E a diferença de R$ 79,2 mil era apropriada por esses servidores”, afirma o delegado Max Otto, da Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes contra a Fazenda Estadual (Defaz).
De acordo com a investigação, foram identificados 45 registros como esses dentro do sistema em nome dos investigados, sendo que 40 casos eram da mesma pessoa. De acordo com o delegado, foram identificados crimes de peculato, inserção de dados falsos e associação criminosa.
A investigação foi iniciada a partir de informações do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul (TCE-RS), que encaminhou um relatório de inspeção extraordinária, onde foram constatados desvios de recursos desde 2010.
A operação foi focada nas irregularidades cometidas entre os anos de 2015 e 2016, por conta da gravidade dos fatos, conforme informou a Polícia Civil. No entanto, não é descartada a possibilidade de desvios anteriores.
Delegado Max Otto (esq), responsável pela investigação sobre desvios em Nova Hartz (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

De acordo com o delegado Max Otto, um dos investigados ostentava patrimônio e gastos incompatíveis com o salário de R$ 3 mil que recebia. “Ele ostentava uma vida com viagens para Europa, custeio de uma faculdade particular e carro de luxo”, afirma Otto.
A polícia agora vai verificar como eram realizados os desvios, “mas a desconfiança era de que era sacado na boca do caixa, ou desviavam de pagamentos em dinheiro vivo”, acrescenta o delegado. 





Por G1 RS
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