Sindicatos paralisam atividades contra reformas da Previdência e Trabalhista

Manifestantes seguirão de três pontos da Capital em direção ao Centro Cívico (Foto: Arquivo/Folha)
 
Sindicatos de diversas categorias de Roraima vão participar da mobilização nacional em protesto aos projetos de lei das reformas da previdência e trabalhista, que atualmente estão em tramitação no Congresso Nacional. A expectativa dos sindicatos é que todos os trabalhadores participem do movimento, que acontece na manhã desta sexta, 28, a partir das 6h.
Cerca de 40 sindicatos do Estado vão se dividir em três pontos da Capital: na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, bairro Aeroporto, nas proximidades do Ibama; na BR-174, no bairro Cauamé; e na Avenida Centenário, próximo ao posto Caracas. Após a concentração, os participantes seguirão em carreata até a Praça do Centro Cívico, o que deve ocorrer às 11h.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder do Executivo do Estado (Sintraima), Francisco Figueira, disse que o objetivo da manifestação é apoiar os servidores públicos e outras categorias de todo o País. “É esperada uma adesão em massa dos trabalhadores. O País inteiro está se mobilizando em resposta ao governo do atual Presidente Michel Temer (PMDB) em relação à Reforma da Previdência e Trabalhista”, afirmou.
Segundo ele, a população brasileira precisa mostrar sua força. “Durante a paralisação iremos distribuir panfletos para conscientizar os nossos trabalhadores. Só em Roraima mais de 40 sindicatos irão aderir à paralisação”, destacou.
A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Boa Vista (Sitram), Sueli Cardozo, disse que a atual situação do País não condiz com as reformas. “Precisamos nos mobilizar contra estes projetos de leis.
Sabemos que é uma medida que vai atingir toda a população brasileira, seja o trabalhador urbano ou rural. Esperamos que essa seja a maior greve dos últimos 30 anos no Brasil. Somos a força trabalhista desse País e não podemos aceitar esta situação. Precisamos demonstrar a força do trabalhador brasileiro”, argumentou.
O diretor-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (Sinter), Flávio Bezerra, afirmou que todas as categorias do Estado estão aderindo à greve geral. “Os atos ocorrerão em diversos pontos da Capital para que a população se conscientize sobre a importância de praticar dessa paralisação. Aceitar as medidas do Governo Federal é aceitar o fim dos nossos direitos”, frisou.
DIA DO TRABALHADOR – Quanto ao dia do Trabalhador, celebrado na próxima segunda-feira, 1º, o consenso geral é de que esse não é momento para celebrar. Não foram planejadas manifestações nas ruas por causa da paralisação geral contra essas reformas, que acontece amanhã, 28.
Conforme a presidente do Sitram, Sueli Cardozo, há uma agenda montada para a segunda-feira, 1º. “Nós vamos anunciar em todos esses espaços de comunicação a nossa opinião sobre a reforma previdenciária e trabalhista. Vamos publicar várias notas, matérias, imagens e folders sobre esse tema”, afirmou.
O Sitram realizará um grande evento em alusão ao Dia do Trabalhador somente no dia 6 de maio, quando também será comemorado o aniversário de 28 anos do sindicato. A programação está sendo definida, mas, a princípio, será uma manhã inteira de programação para os trabalhadores.
O Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Roraima (Sindsep-RR) está discutindo com a Frente Sindical uma forma eficaz de conscientizar a população sobre os efeitos que as reformas anunciadas no Brasil causarão na classe trabalhadora. A princípio, o plano é realizar uma atividade de panfletagem nas ruas da cidade na segunda-feira. O presidente do sindicato, José Carlos de Oliveira, ressaltou que esse não é um tempo festivo. “Esse é um momento de reflexão diante de tantos ataques com a Reforma Previdenciária e Trabalhista”, disse.
A intenção do Sindicato dos Trabalhadores Civis Efetivos do Poder Executivo do Estado (Sintraima) para o dia 1º de maio é relembrar ao Governo a data-base, que é destinada a correção salarial e a discussão e revisão das condições de trabalho fixadas em acordo. É a ocasião em que os trabalhadores, organizados através de seus sindicatos, buscam o reajuste salarial anual, manutenção de benefícios e obtenção de outros, como por exemplo, o vale-refeição e plano de saúde.  
A Prefeitura Municipal de Boa Vista informou que não há nenhuma programação planejada para o dia do Trabalhador. A reportagem da Folha entrou em contato com o Governo do Estado, para saber se haverá programação especial no Dia do Trabalhador, mas até o fechamento desta matéria, às 15h de ontem, não obteve resposta. (F.M)





Por Folha Web
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