Cinco venezuelanas foram estupradas em Roraima em menos de um mês

Desde o início do ano, Polícia Civil já registrou 20 casos de estupro ou tentativa de estupro
Titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, Jaira Farias: “Não é porque são estrangeiras que não estão amparadas na lei” (Foto: Wenderson de Jesus)

A venezuelana M.C.Q.P, que é garota de programa e atua nas proximidades da Feira do Passarão, foi a quinta vítima de estupro envolvendo mulheres da mesma nacionalidade em menos de um mês em Roraima. Ao todo, de acordo com dados da Polícia Civil, 20 casos de estupro e tentativa de estupro foram registrados somente em 2017.
Em todo o ano passado, os casos chegaram a 98. Já nos 12 meses de 2015 foram registradas outras 40 ocorrências do crime. O que tem chamado a atenção é o aumento da violência contra mulheres venezuelanas, que já são maioria nas estatísticas de estupro no Estado.
Para a delegada Jaira Farias, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o índice é preocupante. “O que tenho para considerar acerca dessa situação de crimes sexuais em Roraima é o índice muito alto contra as venezuelanas, principalmente as garotas que fazem programa nas proximidades da Feira do Passarão. O maior índice com relação a estupros em Roraima tem sido contra venezuelanas”, afirmou.
Conforme Jaira, a maioria dos agressores têm se aproveitado do fato de as estrangeiras atuarem como garotas de programa para usar da violência. “Elas estão trabalhando, são contratadas para fazer o programa e, na hora do ato, os homens usam de violência contra elas de forma gratuita, o que deixa de ser relação sexual consentida e passa a ser considerado estupro”, disse.
A delegada destacou que todos os casos estão sendo investigados. “A maioria das ocorrências partiu do registro das vítimas. O que teria a alertar às vítimas para que saia um pouco da consideração de vulnerabilidade é que tomem cuidado para não andar na rua sozinhas à noite, pois ficam suscetíveis a um ataque e ao cometimento desse tipo de crime”, alertou.
Ela ressaltou que a Polícia Civil tem tomado medidas para tentar coibir o tipo de prática. “Porque não é pelo fato de elas serem venezuelanas que não estarão sob amparo da lei, o direito é para todos, mesmo que estejam ilegais. A vítima pode chegar na Deam, fazer a denúncia, registrar a ocorrência e imediatamente começamos as diligências para tentar descobrir o paradeiro do agressor”, frisou.
COMO DENUNCIAR – Em caso de violência contra a mulher, a vítima deve ligar para a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180; para a Polícia Militar, pelo telefone 190, ou dirigir-se até a delegacia de polícia mais próxima de sua residência e registrar Boletim de Ocorrência contra o acusado. (L.G.C)







Por Luan Guilherme Correia
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